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Jogo da seleção atrai pouco interesse nos Estados Unidos

Para a partida desta quarta, ainda era fácil encontrar ingressos na segunda-feira – bem diferente do que aconteceu antes do jogo contra a Argentina

Sem chamar a atenção dos torcedores locais e com pouco destaque na imprensa americana, Brasil e Colômbia se enfrentam na quarta-feira, em Nova Jersey, duas semanas depois de a supertempestade Sandy ter provocado enormes estragos na Costa Leste dos Estados Unidos. Foram mais de cem mortos – e o estado onde ocorrerá o jogo foi o mais atingido. Em solidariedade às vítimas, as confederações de futebol da Colômbia e do Brasil decidiram doar 50.000 dólares e farão um mutirão no dia do jogo para receber doações de alimentos, roupas e cobertores para Nova Jersey, que possui uma das maiores populações brasileiras nos EUA. “A CBF deseja oferecer apoio ao povo de Nova Jersey e Nova York que sofreu com a supertempestade. Essa região e suas pessoas têm tratado os jogadores da seleção brasileira com grande afeto quando jogamos aqui e decidimos ajudá-los neste momento difícil”, afirmou o presidente da CBF, José Maria Marin, em comunicado conjunto com o presidente da confederação colombiana.

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Apesar dos fortes estragos causados em Nova Jersey, especialmente na faixa litorânea, a área ao redor do Estádio Metlife não sofreu danos. Menos de uma semana depois da passagem de Sandy, foi possível organizar um jogo de futebol americano. Em Nova York, a maratona e uma partida de basquete do Brooklyn Nets, na NBA, foram canceladas. Ao contrário do que ocorreu nas outras duas partidas que o Brasil jogou em Nova Jersey sob o comando de Mano Menezes, desta vez há pouco interesse. Na primeiro, o adversário foi a seleção americana e o estádio tinha sido inaugurado havia pouco tempo. Além disso, o jogo ocorreu pouco depois do término da Copa da África do Sul.

Na segunda partida, Nova York ficou mobilizada com o encontro entre Brasil e Argentina. Jornais e redes de TV deram enorme destaque ao duelo. Mas a atenção era toda voltada para o argentino Lionel Messi. Os americanos costumam acompanhar o futebol europeu, e Neymar ainda é pouco conhecido, a não ser pelos mais fanáticos. Para a partida desta quarta, ainda era fácil encontrar ingressos na segunda-feira. Contra a Argentina, eles se esgotaram rapidamente. Grande parte da torcida deve ser formada por brasileiros e colombianos que vivem na região. Na noite desta terça, o Brasil faz um treino de reconhecimento do gramado no estádio que será palco do duelo. Será o único treinamento antes do jogo.

(Com Estadão Conteúdo)