Jogador da seleção australiana é parado duas vezes em Sydney e teste toxicológico dá positivo
Cristian Volpato, de 22 anos, promessa que atuou na Copa do Mundo de 2026, viu suas férias se transformarem em um escândalo policial
O meio-campista Cristian Volpato, de 22 anos, promessa da seleção australiana na Copa do Mundo de 2026, viu suas férias em Sydney se transformarem em um escândalo policial. Na madrugada de sexta-feira, 24, o atleta foi flagrado dirigindo sua BMW a 109 quilômetros por hora, na Ponte Anzac, uma via com limite de 60 quilômetros horários, o que resultou na suspensão imediata de sua carteira de motorista internacional por seis meses. Durante a abordagem, ocorrida por volta da 1h10, um exame toxicológico preliminar indicou resultado positivo para cocaína. O cenário foi agravado pelo fato de que, apenas duas horas antes, Volpato já havia sido multado no mesmo local por excesso de velocidade, embora um teste de bafômetro feito na ocasião tenha dado negativo para álcool.
Apesar do flagrante policial, o jogador nega veementemente o uso de qualquer substância ilícita. Segundo relatos da imprensa local, Volpato afirma que sua bebida pode ter sido “batizada” durante a noite sem o seu conhecimento. Para respaldar sua defesa, o atleta realizou voluntariamente um exame toxicológico independente, cujos resultados teriam retornado negativos. Diante da contestação imediata no momento da abordagem, a polícia coletou uma segunda amostra de fluido oral para uma análise laboratorial minuciosa. O laudo oficial e definitivo dessa contraprova policial, contudo, ainda levará semanas para ser concluído.
A Federação de Futebol da Austrália (Football Australia) e o sindicato dos jogadores (PFA) emitiram comunicados garantindo estarem cientes das acusações e em contato com o meia para prestar suporte durante o processo. No âmbito desportivo, as regras da Agência Mundial Antidoping (WADA) determinam que o uso de drogas recreativas fora de competição resulta em suspensão de três meses, pena que pode cair para um mês em caso de reabilitação. O maior risco para o jogador, porém, é a possível violação do Código Nacional de Conduta e Ética da federação devido ao flagrante de direção perigosa, o que abre margem para punições aplicadas de forma separada pela entidade.
O episódio ocorre em um momento delicado da recém-iniciada carreira internacional do atleta. Sua imagem estava em alta com os torcedores locais desde que ele abriu mão da seleção italiana para defender os “Socceroos”, participando de três partidas na Copa do Mundo de 2026. Sem ter sido alvo de acusações criminais formais até agora, as investigações da polícia seguem o seu curso. Enquanto aguarda o desfecho laboratorial, Volpato tem retorno programado para a Itália nos próximos dias para iniciar a pré-temporada com o seu clube, o Sassuolo.
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