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João Zwetsch prevê luta por top 100 para seu pupilo em dois anos

Dentro de mais dois anos, o tenista Guilherme Clezar estará lutando para entrar no top 100 do ranking mundial da ATP. A previsão é de João Zwetsch, treinador do garoto de apenas 18 anos desde o final da temporada de 2010 e atual capitão da equipe brasileira na Copa Davis.

‘Minha expectativa em relação ao Gui é que em dois anos ele possa estar forte, lutando para ser um jogador top 100. Ele tem potencial para isso. Sabemos que é um trabalho árduo, que precisamos de calma e tranquilidade para poder galgar degrau a degrau solidamente’, declarou.

O atual capitão do Brasil na Copa Davis conduziu Flávio Saretta ao 44posto do ranking mundial em setembro de 2003 e ainda levou Thomaz Bellucci ao 21lugar da lista em julho de 2010, além de comandá-lo na conquista de seus dois títulos. Experiente, o treinador está otimista com a temporada protagonizada por Clezar.’O Gui está tendo um ano muito bom. Acima dos resultados, vejo uma evolução muito legal nele como jogador. Para os tenistas nessa fase, saindo do juvenil para entrar no profissional, sempre é difícil de se adaptar a uma realidade totalmente diferente. Ele está respondendo muito bem a isso’, declarou Zwetsch.

Clezar iniciou a temporada no 760posto do ranking mundial. Atualmente, é o 356da lista da ATP, sua melhor posição em toda a carreira. Sob o comando de Zwetsch, disputou três finais de future, das quais ganhou duas de forma inédita e consecutiva, permanecendo 10 jogos invicto.

RESERVA NA DAVIS LAMENTA REVÉS

O capitão João Zwetsch convocou Guilherme Clezar como reserva para o confronto com a Rússia. Ele voltou antes do restante da equipe para disputar o Challenger de Campinas, mas lamentou a derrota por 3 a 2 no playoff do Grupo Mundial da Copa Davis.

‘Disputamos um bom confronto e a derrota foi uma pena. Das outras vezes, o Brasil estava como favorito. Dessa vez, eram os russos e acho que isso tirou um pouco da pressão do pessoal’, declarou. Ainda assim, Clezar tirou conclusões positivas.

‘Deu para ver que podemos jogar de igual para igual com qualquer país. A Rússia é um time que às vezes briga por título e temos grande chance de poder voltar no ano que vem’, disse o jovem, que prevê uma vitória da Espanha sobre a Argentina na final.

‘Esse ano não poderia estar melhor. Na verdade, está até melhor do que eu esperava. No começo da temporada, eu pensava em terminar entre os 400. Agora, com três meses até o final do ano e mais uns oito torneios para jogar, meu objetivo é entrar entre os 300 primeiros’, afirmou Clezar.

O tenista de 18 anos associa a evolução experimentada ao longo da temporada ao trabalho desenvolvido com João Zwetsch. O próprio Guilherme Clezar admite que estava um tanto quanto acomodado no Instituto Gaúcho de Tênis (IGT) e elogia o atual capitão da Copa Davis.

‘Essa boa fase tem muito a ver com o João. Eu já estava há quatro anos treinando no IGT e tinha entrado um pouco na rotina. O João deu uma mudada praticamente em todo o meu jogo e isso foi muito bom para mim. Consegui melhorar bastante meus golpes e tudo’, explicou.

Guilherme Clezar é um dos 15 tenistas selecionados para integrar o programa de formação de jogadores idealizado por Gustavo Kuerten e voltado aos Jogos Olímpicos de 2016 em parceria com o técnico Larri Passos, a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e o Ministério do Esporte.