Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Jamaica de Bolt fecha com chave de ouro o Mundial de Daegu

Por Antonin Thuillier 4 set 2011, 12h22

A equipe jamaicana do revezamento 4×100, com sua estrela Usain Bolt, foi o grande destaque do último dia de competição do Mundial de atletismo de Daegu, ao conquistar a medalha de ouro, quebrando o recorde mundial da prova, com a marca de 37.04 segundos.

Bolt começou o Mundial da pior maneira possível, ao ser desclassificado na final dos 100 metros por queimar a largada.

No sábado, o jamaicano já teve sua revanche ao conquistar o ouro nos 200 metros, com a quarta melhor marca de todos os tempos (19.40), a 21 centésimos do seu próprio recorde mundial (19.19), estabelecido no Mundial de Berlim em 2009.

E, neste domingo, o velocista de 25 anos impressionou ao fechar com grande estilo o revezamento 4×100 da Jamaica, que quebrou o recorde mundial da prova (37.04) ao melhorar em seis centésimos a marca já estabelecida pelo país em 2008, nas Olimpíadas de Pequim.

“Simplesmente corri e foi o mais rápido que pude”, declarou Bolt após a prova. “Estou orgulhoso pelo desempenho da minha equipe e feliz comigo mesmo. Gostei de ser o último a correr no revezamento”, completou o atleta, que normalmente corre na segunda posição da equipe, deixando Asafa Powell fechar a prova.

Além da desistência de Powell, que não pôde competir em Daegu devido a uma lesão, Bolt também decidiu correr em último porque sentiu dores no tendão de Aquiles.

“Não tinha como correr na curva por causa dessa dor, por isso decidimos que eu teria que fechar o revezamento”, revelou o jamaicano.

Além de Bolt, o quarteto jamaicano era formado por Nesta Carter, Michael Fratter e Yohan Blake, campeão dos 100 metros em Daegu.

A França, por sua vez, levou a prata com o tempo de 38.20, enquanto São Cristovão e Nevis ficou com o bronze (38.49).

A equipe americana não completou a prova, já que Darvis Patton sofreu uma queda na saída da última curva e não pôde passar o bastão para Walter Dix.

Continua após a publicidade

Os Estados Unidos tiveram um melhor desempenho na prova feminina do 4×100, ao conquistar o ouro com a melhor marca da temporada (41.56), na frente das jamaicanas e das ucranianas.

As brasileiras ficaram em oitavo e último lugar da corrida, após conseguir a classificação para a final com um tempo de 42.92, quebrando o recorde sul-americano.

Na equipe americana, Allyson Felix conseguiu sua quarta medalha na competição após levar o ouro no 4x400m, a prata nos 400 metros individuais e o bronze nos 200. Carmelita Jeter, campeã mundial dos 100 metros, conquistou seu segundo título em Daegu.

Já na prova da maratona, o queniano Abel Kirui conquistou o bicampeonato, ao garantir o ouro pela segunda vez consecutiva após o Mundial de Berlim, em 2009.

Seu compatriota Vincent Kipruto ficou com a prata, confirmando a dominação do seu país nas provas de fundo. O etíope Feyila Lilesa completou o pódio.

Com esta dobradinha na maratona, o Quênia somou 17 medalhas em provas de longa distância, enquanto sua eterna rival, a Etiópia, conquistou apenas cinco.

A maior surpresa deste último dia de competição foi a vitória da russa Mariya Savinova nos 800 metros, ao superar a sul-africana Caster Semenya, que tinha conquistado o título mundial em 2009 em Berlim. A queniana Janeth Busienei ficou com o bronze.

O americano Christian Taylor também surpreendeu ao ficar com o ouro no salto triplo, deixando para trás o britânico Phillips Idowu, que também defendia seu título conquistado em Berlim em 2009. O americano Will Claye completou o pódio.

Na prova dos 5.000 metros, quem levou a melhor foi o britânico Mo Farah, garantindo sua segunda medalha na competição após a prata nos 10.000 metros.

Farah, nascido na Somália, superou o americano Bernard Lagat (prata) e o etíope Dejen Gebremeskel, que subiu ao pódio após a desclassificação do seu compatriota Imane Merga.

No lançamento do martelo feminino, o ouro ficou com a russa Tatyana Lysenko.

Continua após a publicidade
Publicidade