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Itália pede à Fifa para testar uso do replay na arbitragem

Erros no clássico Juventus e Roma motivaram o pedido de 'modernização'

Por Da Redação 9 out 2014, 18h11

As discussões sobre arbitragem não são exclusividade brasileira. Depois de um fim de semana bastante conturbado, a Federação Italiana de Futebol (FIGC, na sigla em italiano) anunciou que pretende utilizar provas de vídeo para dar “mais credibilidade aos árbitros”. Nesta quinta-feira, o presidente da entidade, Carlo Taveccio, escreveu uma carta à Fifa na qual pede que o recurso do replay seja utilizado para evitar novos equívocos. No último domingo, o clássico vencido pela atual tricampeã Juventus por 3 a 2 teve três pênaltis duvidosos marcados.

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Tavecchio, que está suspenso pela Uefa por conta de declarações racistas, disse que a FIGC se propõe a utilizar o recurso, que já foi implementado em outros esportes há alguns anos, também na Série A italiana. “A federação quer preservar as tradições do futebol, ao mesmo tempo em que apoia a modernização e permite que o nosso amado esporte mantenha a sua abrangência mundial”, afirmou o dirigente. Segundo a entidade, as últimas decisões da arbitragem no Campeonato Italiano fizeram com que o estudo do uso de replays se torne uma prioridade no esporte. O árbitro Gianluca Rocchi, que dirigiu o jogo entre Juventus e Roma no último domingo, foi afastado do torneio por um mês.

No mês passado, o presidente da Fifa, Joseph Blatter disse que gostaria de testar replays em um campeonato nacional e no Mundial Sub-20 na Nova Zelândia no próximo ano. O dirigente tem se mostrado um defensor do uso da tecnologia, inclusive, uma primeira novidade foi testada na Copa do Mundo do Brasil: a tecnologia da linha de gol, que detecta quando a bola entra na meta por completo. De acordo com a sugestão de Tavecchio, os treinadores teriam o direito, uma ou duas vezes em cada tempo, de desafiar a decisão do árbitro, como já acontece em grandes competições de tênis e vôlei.

(Com Estadão Conteúdo)

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