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Itália aprova gramado, mas Buffon deixa treino após torção

Técnico Prandelli disse que temia uma situação muito pior em Manaus. Sem reclamar do calor nem do gramado, ele espera ter a torcida local a seu favor

“Nossas preocupações são outras. Em partidas como essas, uma estreia em Copa do Mundo, questões como o calor e o gramado ficam em segundo plano”, disse o meia Candreva

Foi uma coincidência infeliz. O técnico Cesare Prandelli, da Itália, chegou à sua entrevista coletiva na véspera da estreia na Copa do Mundo, nesta sexta-feira, em Manaus, disposto a elogiar o tão questionado gramado da Arena da Amazônia, que ele considerou bom. Logo em seguida, porém, o treinador teve de admitir que o goleiro Gianluigi Buffon, 36 anos, uma bandeira da Itália em campo, deixou o treino de reconhecimento do campo, ocorrido pouco antes, depois de sofrer o que Prandelli classificou de “uma leve torção no tornozelo”. Como o treino foi fechado aos fotógrafos e jornalistas, o técnico ficou surpreso com o fato de a informação ter chegado à imprensa. Aparentemente, porém, o veterano líder da Azzurra não ficou fora de combate para o jogo de estreia da tetracampeã mundial no Brasil.

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Melhor assim, pois Prandelli não esconde de ninguém que considera Buffon e a outra grande referência técnica e moral da equipe, o meia Pirlo, os dois grandes símbolos da seleção italiana nos últimos anos. Remanescentes da conquista do título na Alemanha-2006, eles são considerados peças essenciais do time não só pela enorme qualidade técnica mas também por tudo o que representam. “Como eles já tiveram muitas experiências em Copas, podem transmitir esses relatos aos demais”, comemorou o técnico. “São rapazes que já passaram da marca dos cem jogos pela seleção, e quando chegam para se juntar à equipe, ainda têm o mesmo entusiamo da primeira vez que foram convocados. Eles sabem vestir a camisa da seleção como um símbolo. O comportamento deles dentro do grupo é sempre um exemplo para todos.”

Assim como o técnico da Inglaterra, Roy Hodgson, Cesare Prandelli não quis nem saber de entrar em nenhuma controvérsia sobre o estado do gramado e o calor sufocante de Manaus. O italiano, que espera ter o apoio da torcida local (“Estão muito entusiasmados, já nos esperavam no hotel”), aprovou as condições encontradas na capital amazonense e previu um grande jogo no sábado (a partida começa às 19 horas de Brasília, 18 horas em Manaus). “Tinha ouvido que o campo estava em péssimas condições, mas ao chegar aqui vi que estava tudo ótimo. E o clima era o esperado, não é novidade nenhuma, estamos prontos para jogar no calor.” O meia Antonio Candreva, da Lazio, afirmou que nem o calor nem eventuais falhas no gramado serão capazes de desestabilizar o time: “As nossas preocupações são outras. Em partidas como essas, uma estreia em Copa do Mundo, questões como o calor e o gramado ficam em segundo plano.”