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Isinbayeva recusa disputar Rio-2016 sob a bandeira do COI: ‘Sou russa’

Bicampeã olímpica voltou a competir depois de três anos e garantiu índice olímpico, mas pode perder os Jogos por causa do escândalo de doping em seu país

Por Da Redação
Atualizado em 5 jun 2024, 00h01 - Publicado em 21 jun 2016, 09h03

A saltadora russa Yelena Isinbayeva segue sem saber se poderá brigar por mais uma medalha de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro. A decisão da Federação Internacional das Associações de Atletismo (Iaaf) de suspender o atletismo da Rússia a impede de competir e agora a estrela do salto com vara depende uma autorização especial do Comitê Olímpico Internacional (COI). Já lhe foi oferecida a possibilidade de disputar a Rio-2016 sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI), assim como acontecerá com atletas refugiados, mas Isinbayeva prontamente recusou a proposta.

“Não irei sob a bandeira do COI. Em primeiro lugar porque sou russa, tenho um país e uma bandeira. Em segundo porque o presidente do COI disse há algum tempo que competir sob a bandeira olímpica é improvável, já que o nosso país não boicota os Jogos, nem está em guerra”, afirmou Isinbayeva, bicampeã olímpica do salto com vara, em declaração reproduzida pela agência de notícias estatal TASS.

A atleta voltou às pistas nesta segunda-feira, depois de quase três anos ausente das competições para se dedicar à maternidade. Em um campeonato realizado na cidade russa de Cheboksary, Isinbayeva saltou 4,50m e atingiu o índice mínimo necessário para disputar a Olimpíada. Entretanto, não se mostrou otimista em relação a sua participação no Rio 2016.

“Foi meu primeiro salto oficial depois da maternidade. Meu salto demonstrou que estou pronta para ganhar minha terceira medalha de ouro. Mas, por determinadas pessoas, seguramente não poderei fazer isso”, lamentou.

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Nesta terça-feira, uma comissão especial do COI se reunirá para decidir se os atletas russos que não estão sendo investigados por casos de doping, como Isinbayeva, poderão participar dos Jogos Olímpicos normalmente. A saltadora de 34 anos teme que a decisão do COI possa representar o final de sua carreira. “Pode ser que o final da minha carreira e o veredicto do COI ocorram no mesmo dia.”

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Campeã olímpica do salto com vara em 2004 e 2008 e bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, Isinbayeva é o principal nome do atletismo da Rússia. Na semana passada, ela revelou que entrará com um pedido na Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, na sigla em francês) para poder disputar à Rio-2016.

“Isso é uma violação dos direitos humanos. Não ficarei em silêncio. Vou recorrer a um tribunal de direitos humanos. Vou provar para Iaaf e Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) que eles tomaram a decisão errada. Farei isso para que seja entendido que a Rússia não ficará em silêncio”, afirmou.

(com Gazeta Press)

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