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Isaquias Queiroz é ouro na prova do C1 1000 metros da canoagem

Baiano de 27 anos conquistou a quinta medalha dourada do Brasil na Olímpiada no final da noite desta sexta-feira (horário de Brasília)

Por Da Redação Atualizado em 7 ago 2021, 01h32 - Publicado em 6 ago 2021, 23h59

O Brasil é ouro na canoagem! Isaquias Queiroz venceu a final da prova do C1 1000 metros na noite desta sexta-feira, 6 (manhã do sábado, 7, em Japão), no canal Sea Forest, em Tóquio, e garantiu mais uma medalha dourada para o país nos Jogos Olímpicos.

O baiano de Ubaitaba largou na raia 4 e passou em terceiro nos primeiros 250 metros da disputa. Aos poucos, ele foi deixando os rivais Conrad Scheibner, da Alemanha, Adrien Bart, da França, e Liu Hao, da China, para trás. O chinês foi o que mais dificultou a vida de Isaquias, mas a partir da metade da prova, o brasileiro foi colocando cada vez mais vantagem. A promessa feita antes da semifinal de sair com uma medalha de ouro na canoagem foi cumprida com certa tranquilidade. Isaquias fez uma marca de 4:04:408, mais de um segundo à frente de Liu Hao.

“Estou mais feliz ainda por deixar vocês no Brasil mais felizes. Prometi e fui atrás. Só tenho uma frase de uma música que eu levo para mim, do Hungria Hip Hop. ‘Um dia eu vi uma estrela cadente e fiz um pedido/hoje eu creio que fui atendido/era só um menino brincando com os amigos’. E hoje sou campeão olímpico”, comemorou Isaquias Queiroz em entrevista ao SporTV após conquistar o ouro.

O atleta também homenageou o treinador espanhol Jesús Morlán, que era o técnico da equipe de canoagem nos Jogos do Rio em 2016, mas faleceu em decorrência de um tumor no cérebro em novembro de 2018. “Está acima da gente, de mim, do Lauro [de Souza, seu atual treinador] e toda a equipe. Tínhamos o objetivo. Eram duas medalhas. Não conseguimos no C2, mas consegui realizar um sonho dele que era eu me tornar campeão. Ele me incentivou muito. Esse feito é meu e dele”, celebrou.

Agora, o baiano tem quatro medalhas na história dos Jogos Olímpicos. Foram três na Rio-2016 (duas de prata e uma de bronze) e este ouro em Tóquio. Isaquias Queiroz entrou no seleto grupo de brasileiros com quatro medalhas, ao lado de Serginho “Escadinha”, do vôlei de quadra, e Gustavo Borges, da natação. Robert Scheidt e Torben Grael são os recordistas do país, com cinco pódios de cada um deles na vela.

Com cinco ouros, quatro pratas e oito bronzes, o Brasil subiu para a 16ª posição no quadro de medalhas da Olimpíada. Já são 17 conquistadas e outras quatro garantidas. Nas próximas horas, serão mais duas chances de ouro: no boxe (Hebert Conceição na final do peso médio, até 75 kg, às 2h45) e no futebol masculino (às 8h30 da manhã na decisão contra a Espanha) – ainda tem a seleção masculina de vôlei de quadra, que disputa o bronze contra a Argentina a partir de 1h30.

No domingo, 8, mais duas finais. A seleção brasileira feminina de vôlei de quadra é a primeira a tentar o ouro, contra os Estados Unidos, 1h30 da manhã. Pouco depois, às 2h, Bia Ferreira entra no ringue para lutar por mais um lugar no alto do pódio. A baiana enfrenta a irlandesa Kellie Anne Harrington, às 2h, no peso leve (até 60 kg), às 2h.

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