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Isaquias e Ana Marcela são os melhores do ano no Prêmio Brasil Olímpico

20ª edição do prêmio foi entregue na noite desta terça-feira, no Rio de Janeiro

Isaquias Queiroz e Ana Marcela Cunha foram escolhidos os “Melhores Atletas” do ano pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na 20ª edição do Prêmio Brasil Olímpico, que foi realizado na noite deste terça-feira, 18, no Rio de Janeiro. O medalhista da canoagem velocidade nos Jogos do Rio-2016 conquistou o tricampeonato, enquanto que a atleta de maratona aquática se tornou bicampeã na festa do esporte olímpico nacional.

Isaquias disputava com Gabriel Medina (surfe) e Pedro Barros (skate). O canoísta conquistou neste ano três medalhas no Mundial em Montemor-o-Velho, em Portugal – ouro no C1 500m e no C2 500m, ao lado de Erlon Souza, e bronze no C1 1000m. O baiano ganha pela terceira vez a premiação. As outras foram em 2015 e 2016.

“Já é minha terceira vez. Do lado de Gabriel Medina e Pedro Barros é uma honra. Foi um ano de muita conquista e uma perda enorme na canoagem, o querido Jesus Morlán (ex-técnico) que faleceu. Sem ele não teria conseguido esses resultados. É uma hora difícil que estamos passando, mas vamos seguir até Tóquio e visualizar os Jogos de 2024, como o Morlán falava”, disse Isaquias, emocionado.

No feminino, Ana Marcela Cunha repetiu a dose e tornou-se bicampeã, superando Ana Sátila (canoagem slalom) e Marta (futebol). Sua primeira conquista foi em 2016. Neste ano, ela conquistou o tetracampeonato do Circuito Mundial de Maratonas Aquáticas e aos 26 anos mostra estar em um grande momento. Tanto que pela quinta vez na carreira foi eleita a melhor atleta do mundo na modalidade e recebeu o prêmio da Federação Internacional de Natação (Fina).

“Achei que desta vez não fosse levar esse prêmio, pois tinha a Marta, a Ana Sátila. Todas que chegaram em suas modalidades sendo a melhor merecem esse prêmio e estou muito feliz de conquistar esse feito pela segunda vez”, comentou Ana Marcela.

A boa fase dela coincide com o trabalho de seu técnico, Fernando Possenti, eleito o melhor treinador do ano nas modalidades individuais. Ele recebeu o Troféu Jesus Morlán, que tornou-se uma homenagem ao técnico espanhol falecido recentemente. Foi ele quem moldou o campeão Isaquias Queiroz e outros atletas da seleção. “É uma grande honra e uma grande responsabilidade receber este prêmio que leva o nome do Morlán. Esse prêmio não é só meu, mas da Ana e de todos que ajudam em sua preparação”, comentou Possenti.

Nas modalidades coletivas, quem foi premiado foi Renan Dal Zotto, técnico da seleção masculina de vôlei, que chegou até a decisão do Mundial neste ano e ficou com a medalha de prata. Ele ganhou o Troféu Bebeto de Freitas. “É um orgulho e emoção muito grande ganhar esse prêmio”, afirmou Renan, que participou da festa em uma cadeira de rodas por causa de uma cirurgia no joelho.

Já o ciclista Henrique Avancini, do mountain bike, levou a melhor na premiação de Atleta da Torcida. Ele contou com o voto popular para desbancar estrelas como Ágatha e Duda (vôlei de praia), Arthur Zanetti (ginástica artística), Bruno Fratus (natação), Bruno Rezende (vôlei), Eduarda Amorim (handebol), Érika Miranda (judô), Gabriel Medina (surfe), Letícia Bufoni (skate) e Marta (futebol).

O Troféu Adhemar Ferreira da Silva foi dado a Jackie Silva, do vôlei de praia, que ao lado de Sandra Pires conquistou a primeira medalha olímpica do esporte feminino brasileiro, com o ouro nos Jogos de Atlanta-1996, nos Estados Unidos. Ela fez um discurso emocionante, falou do preconceito que sofreu e elogiou os novos tempos do COB.