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Irritado, Felipão comemora semifinal e diz que Brasil perdeu por pane em seis minutos

Comissão técnica da seleção tentou explicar goleada sofrida contra a Alemanha

Por Da Redação - 9 jul 2014, 15h47

Um dia depois da goleada sofrida diante da Alemanha no Mineirão, o treinador Luiz Felipe Scolari demonstrou irritação ao falar sobre a maior derrota da seleção brasileira. Toda a comissão técnica compareceu ao centro de imprensa da Granja Comary, em Teresópolis, e se muniu de dados e até cartas de torcedores para se defender das críticas. No início, o técnico tentou exaltar o retorno da equipe à semifinal da competição depois de doze anos. “Não esperávamos este resultado catastrófico. Naturalmente ficará para a história desta forma. Mas é preciso lembrar que, depois de 2002, foi a primeira vez que chegamos à semifinal. O trabalho não foi de todo ruim, nós tivemos, sim, uma derrota muito ruim. Foram seis minutos de pesadelo”, afirmou, referindo-se aos quatro gols alemães marcados dos minutos 23 a 29 do primeiro tempo.

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“Foi uma pane geral, ninguém entendia. E a equipe da Alemanha, que é boa, aproveitou a oportunidade. Não vou me justificar. Perdemos como nunca havíamos perdido, é uma mancha, uma vergonha que não vai sair de mim. Mas vou seguir minha vida e os jogadores, as deles.” Apesar de admitir ter vivido o maior fracasso de sua carreira, Felipão não quis adiantar se seguirá no comando da equipe. “Não vamos discutir isso antes da decisão de terceiro e quarto lugares. Depois disso vamos conversar com a direção da CBF.”

Scolari levou um papel com anotações sobre os treinamentos e estatísticas da seleção brasileira durante sua passagem. Ele se defendeu das críticas por não ter realizado nenhum treinamento com a equipe que iniciou a partida contra a Alemanha e negou ter usado a imprensa para despistar os alemães sobre a escalação de Bernard. “Treinei o time para 28 jogos e o Bernard participou de 24. O jogador sabia perfeitamente como íamos jogar. Não acho que a Alemanha estava preocupada se o Bernard ia jogar ou não. E, se nós usamos a imprensa, peço desculpas.”

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Scolari se irritou especialmente ao ser questionado sobre o número e a intensidade dos treinamentos da seleção no Mundial. Treinamos da mesma forma que fizemos na Copa das Confederações, quando todos elogiaram. Foi tudo planejado pelo departamento médico. Vocês sabem que depois de um jogo, não tem como fazer um treino técnico. Nós suportamos quando precisamos jogar 120 minutos, passamos por cima. Em toda a Copa, tomamos apenas um gol de bola parada e fizemos seis gols. Como isso é possível sem treino?”

Felipão não adiantou se poupará jogadores para a próxima partida, em Brasília, mas disse que a equipe entrará motivada. “Uma vitória no sábado irá mudar muito pouco a decepção do jogo de ontem, mas temos que trabalhar com objetivos e nosso sonho hoje é ser terceiro colocado.”

Parreira – O coordenador técnico Carlos Alberto Parreira também estava visivelmente incomodado durante a entrevista. Ele chegou a dizer que a preparação foi “perfeita” e leu, na íntegra, a uma carta de apoio à comissão técnica enviada por uma torcedora. Após críticas negativas feitas por um jornalista, Parreira respondeu ironicamente: “Com toda essa nossa incapacidade, chegamos entre os quatro melhores.”

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