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Irmãos de Escobar homenageiam o zagueiro no Castelão

O assassinato do jogador da seleção completou 20 anos na última quarta-feira

Entre os cerca de 8.000 torcedores visitantes que estarão no Castelão nesta sexta-feira, dois sentirão emoções muito diferentes dos demais na partida entre Brasil e Colômbia, a partir das 17 horas (de Brasília). Para os irmãos José e Maria Ester Escobar, o jogo será também uma forma de relembrar o caçula da família, Andrés Escobar Saldarriaga, agueiro do Atlético Nacional e da seleção colombiana, assassinado com seis tiros na porta de um bar de Medellín alguns dias depois da eliminação de sua equipe da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Escobar, que tinha 27 anos, fez um gol contra no jogo que marcou a eliminação dos colombianos, despertando a fúria de apostadores que colocaram muito dinheiro na classificação da equipe às oitavas de final do Mundial. A vingança dos bandidos chocou um país que já sofria havia anos com a guerra do narcotráfico. A morte de Escobar completou 20 anos na quarta-feira, mesmo dia em que a delegação colombiana chegou a Fortaleza.

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Os irmãos do zagueiro pretendiam assistir à partida em Fortaleza vestindo camisas com nome e número do atleta, cujo funeral reuniu 120.000 pessoas em Medellín – e cuja história foi contada num documentário produzido pela rede americana ESPN (assista ao trailer abaixo). O técnico argentino José Pekerman, porém, preferiu não colocar nos ombros de seus atletas uma carga emocional excessiva� e evitou transformar a busca pela vitória no Castelão numa tentativa de homenagear Escobar. Para Pekerman, é melhor manter viva a memória da geração de Escobar – uma seleção que construiu uma longa sequência invicta e exibiu um futebol de altíssimo nível – do que recordar apenas da página mais trágica da história do futebol colombiano. “Essa seleção tenta recorrer sempre às grandes lembranças do futebol colombiano, valorizando o que foi conquistado em outras épocas. O que deve perdurar são as memórias boas, não as coisas trágicas.”

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