Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Interpol invade sedes de empresas argentinas investigadas no escândalo da Fifa

As empresas Torneos y Competencias e Full Play Group são acusadas de pagar 100 milhões de dólares em subornos para dirigentes da Conmebol

Por Da Redação 29 Maio 2015, 21h53

Agentes da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e da Polícia Federal da Argentina invadiram, nesta sexta-feira, em Buenos Aires, as sedes das duas empresas locais que são investigadas no escândalo de corrupção que abala a Fifa. A Justiça argentina já expediu mandado de prisão contra os proprietários dessas empresas, mas os três empresários estão foragidos.

Juiz manda prender parceiros argentinos de J. Hawilla

Traffic é avalista de empréstimo para pagar acordo de Hawilla

A operação desta sexta-feira, ordenada pelo juiz federal Claudio Bonadio, aconteceu nas sedes das empresas Torneos y Competencias e Full Play Group, ambas acusadas pela Justiça dos Estados Unidos de pagar 100 milhões de dólares em subornos para dirigentes da Conmebol pelos direitos de transmissão e de exploração da Copa América e da Copa Libertadores.

Os respectivos proprietários das empresas, Alejandro Burzaco, da Torneos y Competencias, Hugo e Mariano Jinkis, da Full Play, são considerados fugitivos. Seus advogados tentam um habeas corpus para que eles não precisem ir para a prisão enquanto o pedido de extradição feito pelos Estados Unidos é analisado.

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina recebeu na última quarta-feira um pedido dos Estados Unidos de “prisão preventiva para extradição” dos três argentinos. O chefe de gabinete, Aníbal Fernandez, insistiu que “se investigue até o fim” as acusações de corrupção envolvendo dirigentes da Fifa.

Ele indicou que a Administração Federal da Receita Pública e a Inspeção Geral de Justiça “tomarão as medidas para ver quem prejudicou” a Argentina, afirmando que “atos ilícitos também pagam impostos”.

Torneos y Competencias, dona do direito de transmissão de várias edições da Copa América e outras competições, negou “qualquer participação da empresa e seu presidente nas denúncias”. O destino do seu proprietário é desconhecido. O advogado de Jinkis diz que eles estão na Argentina.

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade
Publicidade