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Inglaterra na semifinal: Bellingham marca dois gols e Noruega ‘rema’ de volta para casa

Camisa 10 assume protagonismo e comanda virada da seleção inglesa

Por Natalia Tiemi Hanada Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 jul 2026, 20h53 | Atualizado em 12 jul 2026, 19h37
Inglaterra na semifinal: Bellingham marca dois gols e Noruega ‘rema’ de volta para casa Priorizar nos meus resultados Google

A Inglaterra está na semifinal da Copa do Mundo e o herói da classificação não poderia ter nome mais apropriado: Jude Bellingham. Ele marcou os dois gols da vitória de virada por 2 a 1 sobre a Noruega neste sábado, 11. Schjelderup chegou a abrir o placar para os noruegueses com um golaço, mas o jogo no estádio de Miami foi para a prorrogação com o protagonismo do camisa 10 inglês que decretou o fim do sonho do país nórdico no Mundial. Na semifinal, a Inglaterra enfrenta a Argentina.

1º tempo

O início de jogo teve a posse de bola inglesa acima dos 70% diante da Noruega postada com duas linhas de defesa e apenas Haaland adiantado. Os ingleses, diferente do Brasil, pressionaram os adversários noruegueses para recuperar a posse quando a perdiam.

As primeiras oportunidades da equipe de Tuchel foram pelo lado esquerdo do campo. Gordon passou para Elliot Anderson que  cruzou a meia-altura e Bellingham furou o cabeceio. Em outra oportunidade, O’Reilly faz tabela com Gordon pela esquerda, cruzou, a bola foi longe demais e Madueke recuperou do outro lado da área. O atacante mandou de volta para área e O’Reilly acaba tocando meio sem querer e perdendo a bola. 

Depois da pausa para hidratação, a pressão inglesa continuou e Bellingham sofreu falta na entrada da área do lado direito aos 28 minutos. Kane cobrou por cima da alta barreira norueguesa, em que Haaland de 1,95m de altura ficou parecendo baixo ao lado dos companheiros.

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A saída de bola curta da Inglaterra foi pressionada pelos noruegueses a partir dos 30 minutos. Konsa e Stones não se decidiram pelo lado direito, e a bola quase sobrou para Haaland sair livre cara a cara com o goleiro Pickford, que se adiantou para evitar a tragédia. O centroavante norueguês ainda tem nova chance em cruzamento de Ryerson, cabeceou fraco e parou no goleiro.

Na jogada seguinte, os ingleses reclamaram de uma falta de Berg em Harry Kane, mas o árbitro não marcou nada. Odegaard, já no campo de ataque, abriu para Andreas Schjelderup na esquerda. O escolhido pelo técnico Solbakken para começar como titular na posição de Nusa não decepcionou. Aos 36 minutos, o ponta chuta meio sem ângulo, a bola passou por cima de Pickford e ainda bateu na trave antes de entrar. A reclamação inglesa persistiu, sem sucesso, de persuadir o árbitro francês Clément Turpin da falta em Kane no início da jogada.

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Três jogadores de futebol em campo verde, um goleiro de amarelo e dois jogadores de branco e azul, com uma multidão de torcedores ao fundo
Chute de Andreas Schjelderup; Pickford não alcança (Dan Mullan/Getty Images)

A Noruega assumiu uma postura mais ofensiva e teve chances de aumentar a vantagem. Sorloth aproveitou um tiro de meta de Nyland, dominou e chutou direto por cima do gol. Em um contra-ataque, o atacante avançou com a bola e teve a oportunidade de passar para Haaland, mas foi fominha e depois teve o chute travado por O’Reilly. 

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Quem não faz, leva. Já nos acréscimos do primeiro tempo, foi a vez Elliot Anderson dominar de primeira o tiro de meta de Nyland, passar para Gordon avançar na esquerda, que achou Bellingham na entrada da meia lua. O camisa 10 conduziu para dentro da área, sem se abalar pela marcação, e chutou cruzado para o fundo da rede. 

Jogadores de futebol em campo verde. Um goleiro de verde e quatro jogadores de vermelho e azul. Um jogador de branco e vermelho no chão, tentando alcançar a bola que está no ar. Outro jogador de vermelho e azul chuta a bola.
Jude Bellingham empata para Inglaterra (Elsa/Getty Images)
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A virada veio antes do intervalo com assistência de Bellingham para Kane, que deu uma cavadinha para o fundo da rede. O centroavante já saiu para a comemoração com cautela, olhando para o bandeirinha que confirmou a suspeita: o lance estava impedido.

2º tempo

A Noruega voltou com postura menos defensiva do intervalo. Apostando nas bolas aéreas, Haaland teve boa oportunidade de cabeça, forçando a defesa de Pickford. O lance resultou em uma sequência de escanteios. No segundo tiro de canto, depois de um bate e rebate no alto, Berg chutou à queima-roupa, Pickford defendeu, mas no rebote Heggem aproveitou para mandar para o gol. O VAR recomendou a revisão do lance, por falta de Haaland em Elliot Anderson, e o árbitro anulou o gol, e o escanteio foi cobrado novamente.

Vista aérea de um jogo de futebol com jogadores em campo verde. Um goleiro de uniforme amarelo está de costas para o gol. Vários jogadores de uniformes brancos e vermelhos disputam a bola no centro do campo, alguns caídos no chão. A bola está no ar, próxima ao grupo de jogadores.
Elliot Anderson ficou no chão após falta de Haaland (Justin Setterfield/Getty Images)
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Antes da parada para hidratação, o jogo diminuiu de ritmo, mais uma vez com a Noruega encostada na defesa, esperando uma escapada para contra-atacar. Na volta, com Bobb e Nusa, pontas mais rápidos, no lugar de Sorloth e Schjelderup, a Noruega partiu para o campo ofensivo novamente. Pelo alto voltou a ameaçar: aos 30 minutos, em nova cobrança de escanteio, Pickford saiu de soco, Aursnes aproveitou o rebote e teve o chute travado, mas a bola ficou viva e Ajer cabeceou no travessão.

Bukayo Saka, vindo do banco, deu as melhores respostas inglesas. Após troca de bola em volta da área norueguesa aos 32 minutos, o ponta cruzou com perigo, ninguém finalizou e a bola passou perto da trave. Aos 41 minutos, fez jogada individual pela direita, passou por dois marcadores, cruzou rasteiro para a pequena área, e mais uma vez nenhum companheiro chega para mandar para o fundo da rede e Aursnes tirou. 

Por pouco Spence não evitou a prorrogação aos 45 minutos. O lateral correu o campo inteiro para pressionar o goleiro Nyland que chutou em cima da perna do inglês e saiu pela linha de fundo. Sob o intenso calor de Miami, os titulares demonstraram cansaço nos últimos minutos do tempo regulamentar.

Prorrogação

Diferente dos outros retornos das pausas, quem voltou atacando foi a Inglaterra. Mantendo o bom ritmo, Saka fez cruzamento e Harry Kane cabeceou na segunda trave para defesa de Nyland. A Inglaterra retomou a posse de bola e Morgan Rogers, outro escolhido de Tuchel para entrar no jogo, arriscou de fora da área. O que Nyland tinha defendido no lance anterior, deixou a desejar em seguida. O goleiro tentou encaixar a bola, não segurou, e, de novo, Bellingham aproveitou o rebote para fazer o gol aos 2 minutos do primeiro tempo da prorrogação. O camisa 10 chegou a seis gols na Copa, empatando na artilharia da equipe com Kane.

O lateral esquerdo Spence fez jogada individual pela esquerda e foi derrubado dentro da área em disputa de bola com Bobb. O árbitro marcou pênalti dentro de campo, mas o VAR recomendou a revisão, e a marcação foi anulada. Na interpretação do juiz, foi o jogador inglês que colocou a perna à frente do norueguês, que não teve ação faltosa. 

A principal chance da Noruega no primeiro tempo aconteceu pela direita após troca de passes. Bobb, ignorou os cinco ingleses à sua frente, fez passe para Nusa, livre na frente da área, que chutou mas foi travado por Guehi. No intervalo, o técnico Solbakken surpreendeu e tirou Haaland da partida.

Atrás no placar, a Noruega arriscou chutes de fora da área com Berg e Bobb, mas passaram longe da meta de Pickford. A resposta inglesa veio com Spence que saiu da lateral, avançou pelo meio e forçou defesa difícil de Nyland. Saka ainda aproveitou o rebote e fez o goleiro trabalhar de novo. Os ingleses se seguraram na defesa para voltarem à semifinal de Copa do Mundo. Como de praxe, celebraram cantando Wonderwall, de Oasis, mas também fizeram questão de entoar outro clássico: Hey, Jude

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