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Infeliz coincidência: três seleções africanas são eliminadas ao sofrerem gols no mesmo minuto

Costa do Marfim, RD Congo e Senegal caíram para rivais europeias com gols aos 86 minutos

Por Natalia Tiemi Hanada Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 jul 2026, 13h37
Infeliz coincidência: três seleções africanas são eliminadas ao sofrerem gols no mesmo minuto Priorizar nos meus resultados Google

Costa do Marfim, RD Congo e Senegal foram eliminadas da Copa do Mundo, com uma infeliz estatística em comum: todas levaram gol das adversárias aos 86 minutos de jogo. Os rivais eram seleções europeias que buscaram no fim do tempo regulamentar o gol da vitória, a virada ou o empate sobre as equipes africanas na fase de 16 avos de final. 

Jogadores de futebol de uniforme laranja e verde deitados no gramado, alguns com as mãos no rosto, em desespero após uma derrota. Um jogador de branco e outro de laranja estão curvados, e um de preto caminha ao fundo. A torcida lota as arquibancadas
Jogadores da Costa do Marfim desabaram no gramado após derrota para Noruega (Molly Darlington/Getty Images)

A primeira vítima da “maldição dos 86 minutos” foi a Costa do Marfim. Na terça, 30, a seleção enfrentou a Noruega, no estádio de Dallas, nos Estados Unidos. Nusa abriu o placar para os noruegueses com um golaço aos 39 minutos do primeiro tempo e Diallo empatou para os marfinenses aos 74 minutos (30 minutos do segundo tempo), também com um belo gol em jogada trabalhada. Mas aos 86 minutos aconteceu o inevitável: Erling Haaland precisou de um toque atrapalhado, porém, suficiente para mandar a bola para o fundo da rede e decretar o 2 a 1.

Homem negro careca, com barba rala, vestindo camisa de futebol azul-claro com detalhes vermelhos, aplaudindo com as mãos levantadas. No braço esquerdo, um patch da FIFA World Cup 2026. Outro jogador desfocado aparece ao fundo.
Artilheiro congolês na Copa, Yoane Wissa aplaudiu torcida em meio à lágrimas (Sebastian Widmann - FIFA/FIFA/Getty Images)
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Na quarta, 1, foi a vez de RD Congo perder as esperanças no final do jogo. A seleção que voltou ao Mundial após 52 anos de jejum chegou a fase de 16 avos de final, como uma das oito melhores terceiras colocadas da fase de grupos para enfrentar a Inglaterra. Apesar de não ter o favoritismo para o jogo, surpreendeu cedo, com um gol de Cipenga logo aos sete minutos do primeiro tempo. A seleção se classificava para as oitavas de final, até os 75 minutos, quando Harry Kane marcou o gol de empate, e o jogo ia para a prorrogação. Quando aos 86 minutos, aconteceu de novo: o atacante inglês acertou um belo chute que morreu no fundo da rede para felicidade dos inventores do futebol e a eliminação congolesa por 2 a 1.

Dois jogadores de futebol negros em uniformes verdes. Um, com cabelo crespo claro, está cabisbaixo e com a mão no rosto, enquanto o outro o abraça pelo ombro, olhando para frente com expressão séria
Ibrahim Mbaye (à esq.) e Pape Gueye (à dir.) lamentam eliminação senegalesa na Copa do Mundo (Emma Ottosen/ISI Photos/ISI Photos/Getty Images)
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Mas foi outra seleção africana quem teve a eliminação mais sofrida da tarde. Dominante, Senegal abriu 2 a 0 sobre a Bélgica com gols de Diarra e Ismaila Sarr. A classificação estava encaminhada, sem grandes sustos até o final do segundo tempo. Porém, novamente, um centroavante apareceu. Lukaku marcou de cabeça aos 86 minutos para recolocar os belgas no jogo, e três minutos depois, Tielemans marcou o gol de empate que levou a prorrogação. Os senegaleses tiveram nova chance de liquidar a partida, com Mbaye, porém, foram os europeus quem mandaram para o fundo da rede. Em um pênalti, nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, Tielemans completou a virada belga por 3 a 2, e eliminou Senegal.

Das dez seleções africanas classificadas para o Mundial, nove passaram à fase de 16 avos. No entanto, o mata-mata tem sido cruel com os representantes do continente. Marrocos foi a única que venceu ao eliminar a Holanda nos pênaltis. A África do Sul (sem sofrer com a maldição dos 86 minutos) foi eliminada pelo Canadá; e agora Costa do Marfim, RD Congo e Senegal se juntaram na volta para casa. Ainda vivas no torneio, Argélia, Egito, Cabo Verde e Gana terão a chance de quebrar a maldição que atormenta as seleções africanas.

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