Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Imbatível em casa, Atlético prova: ‘Caiu no Horto, tá morto’

Goleada por 4 a 1 sobre o São Paulo, que eliminou o time do Morumbi da Copa Libertadores, mostra a força da equipe montada por Cuca no torneio continental

Por Da Redação 9 Maio 2013, 00h44

Derrota para o Atlético-MG é particularmente significativa para o goleiro Rogério Ceni. Prestes a se aposentar, ele pode ter disputado sua última partida na Libertadores

“Caiu no Horto, tá morto”. O grito de guerra da torcida do Atlético-MG que faz referência ao bairro onde fica o estádio Independência foi ouvido em alto e bom som nas arquibancadas nesta quarta-feira, quando o ótimo time montado pelo técnico Cuca deu um verdadeiro show contra o São Paulo, aplicando uma goleada de 4 a 1 em cima dos paulistas e eliminando os rivais da Copa Libertadores. Com a vitória, o Atlético-MG acumula mais um jogo de impressionante invencibilidade dentro de casa: desde a reinauguração do Independência, são 33 partidas seguidas sem perder.

O São Paulo precisava justamente quebrar esse tabu para reverter a derrota por 2 a 1 no jogo de ida. Mas a equipe do técnico Ney Franco foi dominada e só conseguiu mexer no placar no final do jogo, quando tudo já estava decidido. Depois de três gols de Jô e outro de Diego Tardelli, Luis Fabiano, que voltava a disputar uma partida da competição internacional após quatro jogos de suspensão, diminuiu para o São Paulo.

Leia também:

Com Fred decisivo, Fluminense bate Emelec e se classifica

Sucessor de Leóz começa bem: quer reduzir Libertadores

Artilheiro da noite, o avante Jô enalteceu a exibição alvinegra e o fato do Atlético-MG não ter dado chances para o tricolor paulista. “Temos que enaltecer o grupo, porque desde o primeiro minuto a gente mostrou que dentro do Independência a gente é forte. Mais uma vez conseguimos ganhar com essa torcida maravilhosa. 4 a 1 não é qualquer equipe que consegue fazer no São Paulo. O grupo todo está de parabéns pelo grande jogo”, declarou Jô.

Continua após a publicidade

O volante Leandro Donizete não balançou as redes, mas teve papel fundamental na marcação, e ainda deu colaboração com lançamentos precisos para os companheiros. O jogador classificou o duelo como um jogaço e fez questão de lembrar da força da torcida do Galo atuando no caldeirão do Horto. “Jogaço. O time inteiro jogou bem, e as oportunidades que tivemos matamos. Foi um placar elástico e o time estava merecendo. A torcida também vem batalhando com a gente lado a lado e graças a Deus mais uma vitória. Vamos descansar, porque no domingo já tem mais uma decisão”, disse.

Despedida – A derrota para o Atlético-MG é particularmente significativa para o goleiro Rogério Ceni, que pode ter disputado a sua última partida de Copa Libertadores na noite desta quarta. Aos 40 anos, o goleiro do São Paulo já admitiu que está próximo da aposentadoria e dificilmente terá ânimo para participar de mais uma edição do torneio continental.

“Jogamos muito abaixo do que poderíamos”, limitou-se a comentar um abatido Rogério na saída de campo. O camisa 01 – como traz no uniforme -, porém, não confirmou a aposentadoria este ano. Apesar da última imagem de Ceni com o São Paulo na Libertadores ser negativa, com a eliminação nas oitavas de final, o veterano pode se orgulhar da história que construiu na competição. Ele é bicampeão continental (1993 e 2005, além de ter um vice em 2006, com falha na decisão contra o Internacional), o brasileiro que mais vezes atuou no torneio e aquele com o maior número de gols marcados pelo tricolor.

Acompanhe VEJA Esporte no Facebook

Siga VEJA Esporte no Twitter

Ceni disputou 81 dos 158 jogos que o São Paulo fez na Libertadores. Seu compatriota que mais se aproxima da marca é o também goleiro Manga, que acumulou 73 atuações no campeonato nas suas passagens por Botafogo, Nacional (Uruguai) e Internacional. Além de ter colaborado com defesas, Ceni ajudou o São Paulo com 14 gols em Libertadores, tornando-se o artilheiro do clube no torneio. Para disputar novamente a Libertadores em 2014, além de ele renovar contrato, a equipe tricolor precisará buscar classificação no Campeonato Brasileiro ou com um segundo título da Sul-Americana.

Como não jogam a Copa do Brasil por terem participado da Libertadores e terem também a Copa Sul-Americana – uma consequência do desorganizado calendário da CBF -, os comandados de Ney Franco só voltarão a campo no dia 26 de maio, diante da Ponte Preta, em Campinas, na primeira rodada do Brasileirão.

(Com Gazeta Press)

Continua após a publicidade
Publicidade