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Herói do bimundial do Santos, Dalmo morre em Jundiaí

Ex-lateral sofria de mal de Alzheimer e teve uma infecção sanguínea aos 82 anos. Em 1963, ele marcou o gol da vitória santista sobre o Milan no Maracanã

O Santos perdeu nesta segunda-feira um dos jogadores mais importantes de sua história. Dalmo Gaspar teve uma infecção sanguínea, provocada por uma bactéria, e faleceu em um hospital de Jundiaí, sua cidade natal, aos 82 anos. Lateral-esquerdo da lendária equipe de Pelé e autor do gol do título mundial de 1963, Dalmo sofria de mal de Alzheimer há alguns anos. Recentemente, sua família chegou a colocar à venda a medalha do título mundial para pagar o tratamento do ex-jogador.

Dalmo iniciou sua carreira no Paulista de Jundiaí e passou pelo Guarani, antes de ser contratado pelo Santos em 1957. Ele atuou pelo time da Vila Belmiro até 1964 e integrou a equipe formada por estrelas como Gylmar dos Santos Neves, Zito, Coutinho, Pelé e Pepe. Seu momento de glória aconteceu em 16 de novembro de 1963, quando o Santos venceu o Milan por 1 a 0 no Maracanã e conquistou o bicampeonato mundial. Na ausência de Pelé, que estava machucado, Dalmo chamou para si a responsabilidade e bateu o pênalti que deu o título ao Santos.

Pela equipe da Vila Belmiro, Dalmo Gaspar conquistou cinco Campeonatos Paulistas (1958/60/61/62/64), quatro Taças Brasil (1961/62/63/64), duas Libertadores da América (1962 e 1963), dois Campeonatos Mundiais Interclubes (1962 e 1963), e o Rio-São Paulo de 1959.

(Com Gazeta Press)