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Há 6 meses, Fifa exigiu pressa e ameaçou excluir estádio

Valcke falou em mudança de sede para pressionar responsáveis pelo Itaquerão

Por Da Redação 27 nov 2013, 14h01

Os últimos seis meses de trabalho na construção do Itaquerão – palco de um acidente que matou três pessoas nesta quarta-feira – transcorreram sob a pressão de um prazo inegociável estabelecido pela Fifa. Em maio, depois que o Corinthians afirmou que precisava de dois meses a mais para finalizar as obras na arena que receberá a abertura da Copa do Mundo de 2014, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, mostrou irritação e avisou que esperava ver o Itaquerão pronto até o fim de dezembro – a única concessão possível era permitir que estruturas temporárias fossem montadas em 2014. O estádio, porém, teria de encerrar 2013 totalmente pronto. “Eles vão ter de acelerar. Isso não é uma ameaça, mas nós podemos mudar tudo o início da venda dos ingressos. Portanto, ainda temos uma possibilidade de mudar o que for necessário”, disse o francês, dando a entender que não descartava nem mesmo uma mudança de palco para a abertura. “Os estádios têm de ser entregues a tempo. Já dissemos que não é possível aceitar atrasos. É preciso muito tempo para preparar e testar tudo para a Copa.”

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O Corinthians se irritou com as declarações do dirigente e se defendeu numa nota oficial que terminava com uma provocação explícita a Valcke. “Se entendem que devem mudar o local de abertura da Copa, fiquem à vontade”, dizia o texto. O atrito foi contornado logo em seguida: em reunião realizada na sede do Comitê Organizador Local (COL), no Rio de Janeiro, Valcke e o responsável pelo projeto do estádio, o ex-presidente corintiano Andrés Sanchez, disseram ter acertado os ponteiros. “Estamos muito satisfeitos com a reunião e com o fato de que foi possível dialogar frente a frente. São Paulo será um exemplo às outras cidades para entregar o estádio no prazo, em 31 de dezembro. A conversa com o Corinthians foi muito proveitosa, já que ambos entendem que temos o mesmo objetivo, que é ter o estádio pronto”, disse Valcke. Sanchez também mudou radicalmente de tom. “A reunião foi excelente. Houve um mal entendido, mas São Paulo e o Corinthians estão conscientes de sua responsabilidade. Eu sempre tive certeza de que nós iríamos organizar o jogo de abertura e agora eu tenho ainda mais certeza. O calendário acordado com a Fifa será respeitado”, prometeu o cartola.

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