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Guga elogia brasileiros do Rio Open: ‘Nova geração está aparecendo’

Três vezes campeão de Roland Garros, o ex-tenista ressaltou a importância do torneio carioca para acelerar o processo de surgimento de jogadores do Brasil

Por Danilo Monteiro - Atualizado em 19 fev 2020, 23h16 - Publicado em 19 fev 2020, 19h18

Gustavo Kuerten elogiou nesta quarta-feira 19 as atuações da nova geração brasileira no Rio Open. Três vezes campeão em Roland Garros, o maior tenista da história do país elegeu o paranaense Thiago Wild, que aos 19 anos está na segunda rodada do torneio ATP 500, como o principal nome da nova safra.

“A nova geração está aparecendo. Ano passado já comentei sobre o Thiago ser o grande protagonista desta geração, acho que foi campeão em todas as categorias que disputou no juvenil. Para nós, brasileiros, é fundamental a vitória dele e da dupla Orlando Luz e Rafael Matos, isso antecipa e auxilia suas convicções e ajudam a acreditar mais. Parece um abismo de diferença, mas aí vem o Felipe Meligeni e tira um set do Dominic Thiem. O tênis é isso, trabalhar bastante e acreditar” disse Guga.

Thiago Wild, número 206 do ranking da ATP, eliminou o espanhol Davidovich Fokina (90º), de virada, por 2 sets a 1 (parciais de 5×7/7×6/7×5), no jogo mais longo da história do torneio, com 3h50 de duração. Thiago Monteiro (88º) derrubou o argentino Guido Pella (26º), o terceiro melhor ranqueado do Rio Open.

A maior zebra do torneio, porém, foi a vitória da dupla brasileira Orlando Luz e Rafael Matos sobre os colombianos Juan Sebastián Cabal e Robert Farah, que ocupam a primeira colocação no ranking mundial, por 2 sets a 1 (parciais de 6×1/4×6/10×8).

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Gustavo Kuerten também ressaltou a importância do Rio Open para o tênis brasileiro. “Quem dera tivéssemos uns cinco torneios, quem dera tivéssemos o tênis no DNA brasileiro, mas o Rio Open faz total diferença nesse processo. Ter brasileiros que terão chances de ganhar o torneio daqui a três anos, nos dá uma satisfação imensa. O torneio vai ficar, funciona bem, é super comentado e bem visto no mundo inteiro. Que bom que existe hoje, mesmo em um momento de grande dificuldade no país e no Rio de Janeiro, a possibilidade de fazer coisas que tenham um impacto nas pessoas, no esporte e no mundo”.

O evento, que pertence à terceira maior categoria do circuito, dá cada vez mais oportunidades aos aspirantes brasileiros, que têm chances de conquistar posições importantes no ranking. O cearense Thiago Monteiro, número 88 do mundo, despontou no circuito após derrotar o francês Jo-Wilfried Tsonga em solo carioca.

“O torneio já foi porta de entrada para o Thiago Monteiro, assim como está sendo para o Wild. Vejo ele (Wild) muito seguro, até mesmo pela personalidade dele, por vezes motivo de crítica, mas ele precisa acreditar em si mesmo e parece estar disposto a suportar todas as etapas. O Felipe, se continuar assim, pode chegar entre os 100. Essa persistência é o que transforma”, finalizou Guga.

O brasileiro Thiago Wild discute com o espanhol Davidoch Fokina em jogo da primeira rodada do Rio Open Rio Open/Reprodução
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