Guardiola pede que presidente da RFEF se pronuncie após insinuações

Por Da Redação - 10 mar 2012, 13h40

Barcelona, 10 mar (EFE).- O técnico do Barcelona, Josep Guardiola, pediu neste sábado que o presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel María Villar, que se posicione sobre as várias insinuações sobre uma possível influência do dirigente nas conquistas recentes da equipe catalã.

‘Há mil insinuações que tudo que ganhamos foi devido ao presidente da federação. Ele tem que se posicionar e dizer algo a respeito. Teria que vir e dizer: ‘senhores, aqui se ganha graças a Messi ou a Cristiano Ronaldo ou a Mourinho’. Acho que teria que fazer isso porque parece que tudo é responsabilidade da federação e que se você é amigo de Ángel María Villar, tudo funciona’, declarou Guardiola.

O pedido do treinador, feito em entrevista coletiva prévia ao jogo contra o Rancing Santander, marcado para este domingo, foi feito depois que o ex-vice-presidente do Barça Alfons Godall insinuou um favorecimento do clube por parte da arbitragem.

Guardiola também respondeu as declarações do técnico do Real Madrid, José Mourinho, que afirmou que ambos se parecem muito nas reclamações contra a arbitragem.

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‘Já sei que o treinador do Real Madrid diz que estou a sua altura. Minha intenção não era esta. Nós dois nos parecemos em algo: ele quer ganhar, e nós também’, considerou o técnico do Barcelona, que completou fazendo uma provocação, dizendo que se algum dia se comportou como Mourinho, então precisa revisar a própria postura.

‘Sempre tentei fazer as coisas da maneira mais honesta. Os caminhos são diferentes, todos queremos ganhar, mas sempre fomos muito limpos. O mundo do futebol nos reconhece por isso’, acrescentou.

Guardiola também considerou que o trabalho dos árbitros ficou mais difícil por conta das reclamações contra eles, que, segundo ele, cresceu nos últimos anos.

‘Tudo isso não é fácil para os árbitros. Foi colocada sobre eles muita pressão durante os últimos quatro anos. Por isso, não é nada fácil apitar atualmente’, comentou. EFE

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