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GP do Brasil deve dar prejuízo de R$ 98 milhões

Com a saída dos principais patrocinadores, rombo nas contas e pode influenciar o futuro da corrida na categoria

O GP do Brasil de Fórmula 1 não passou imune à crise econômica. Em sua 45.ª edição, a corrida perdeu importantes patrocinadores e deve apresentar prejuízo de US$ 30 milhões (cerca de R$ 98 milhões) neste ano. A maior baixa foi a Petrobras, que até batizava o GP. A estatal sofre com duras perdas econômicas em meio às investigações da Operação Lava Jato. A etapa brasileira também ficou sem o apoio da Shell.

“Neste ano certamente não vamos conseguir fechar as contas”, revelou Tamas Rohonyi, em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S.Paulo. “Deve dar um prejuízo de US$ 30 milhões”. Sem revelar detalhes sobre as finanças do GP, ele atribui o pesado déficit às perdas dos patrocínios da Petrobras e da Shell. A estatal petroleira vive momento ruim e fechou o terceiro trimestre deste ano com prejuízo de R$ 16,4 bilhões. O resultado negativo é o terceiro maior da história da empresa.

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Os números do GP do Brasil, no entanto, não causam preocupação imediata ao promotor da prova. Pelo acordo que tem com a Formula One Management (FOM), esta perda é saldada pela empresa que administra a F-1. “O contrato que temos com ela é que, se não conseguirmos fechar as contas, a empresa paga. É o contrato que temos atualmente. Claro que isso incomoda a FOM, mas esta é uma decisão estratégica dela”.

Se não preocupa a curto prazo, a perda do patrocínio pode virar um problema no futuro, caso os prejuízos se acumulem. Tanto que a saída da Petrobras foi tema de conversa entre Bernie Ecclestone, chefão da Fórmula 1, e o presidente Michel Temer em encontro realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, na última quarta-feira. Os dois conversaram por cerca de 30 minutos. Foi o primeiro encontro de Ecclestone com Temer. O dirigente da Fórmula 1 tem relações antigas com o Brasil ao estar presente em todos os GPs, além de ser casado com uma brasileira e cultivar café em fazenda na cidade de Amparo, no interior de São Paulo.

“O presidente reafirmou que o GP do Brasil é importante para o país”, disse o promotor da corrida em Interlagos sobre o encontro. “Ele disse que estamos atravessando fase econômica muito difícil, que perdeu o patrocínio, o que tem consequências sérias para o empreendimento”, contou Tamás.

No lado esportivo, o automobilismo brasileiro vive o maior jejum de vitórias da história da categoria. O último triunfo foi em 13 de setembro de 2009, com Rubens Barrichello no GP da Itália, em Monza, pela Brawn GP. O País não tem representantes confirmados no próximo ano, já que Felipe Massa vai deixar a categoria e Felipe Nasr ainda busca acerto com alguma escuderia.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Sugestão Brasil

    O Temer, está pulando fora e com certeza existe uma grande vasão em divisas em patrocínios com efeito bumerangue e a lava-jato pode chegar até lá.

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  2. Micky Oliver

    POR MIM, PODE ACABAR! NÃO TEMOS PILOTOS PARA TORCER NEM COMENTARISTAS PARA OUVIRMOS!!!

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  3. Luiz Carlos Bittencourt

    COMO SEMPRE, O LUCRO É DELES, O PREJUÍZO É NOSSO … chega de usar nossos impostos pra financiar futebol, fórmula 1 e outras inutilidades … VAMOS INVESTIR EM EDUCAÇÃO !!

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  4. marcos mouta

    Eu quero mais é que esse pessoal se f****

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  5. Everton de Oliveira Brandão

    Que coisa mais idiota esse GP de fórmula 1 !! O Brasil não precisa dessa porcaria , me dou por satisfeito se o Brasil for cortado do calendário da F1 . Isso não traz nenhum benefício pra ninguém , a não ser para os envolvidos. Trouxa é quem paga R$ 600,00 pra assistir essa porcaria . Se não tiver mais , já foi tarde !!

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  6. Aloisio Barros

    Acabe logo! Só traz despesas e nada acrescenta mais. Perdeu a graça faz tempos e hoje a F1 parece mais aula de auto escola. Tudo tem que ser dentro de normas e mais normas. Não pode ultrapassar não pode correr, não pode trocar o pneu, não pode isso, não pode aquilo. Só falta sinal de trânsito na pista e radar. Chatice!

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  7. Adivinha quem vai pagar essa conta?

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  8. Muitas reportagens que leio dou uma olhada nos comentários e desta vez fiquei decepcionado com a falta de inteligência das pessoas:
    Primeiro, quem vai pagar a conta? A FOM (formula one magenement) paga. Basta ler a reportagem antes de comentar.
    Segundo, você pode gostar de um esporte sem que tenha uma pessoas de seu país para torcer. Por exemplo gosto de tênis mas não tem brasileiros para torcer.
    Terceiro: A F1 dá lucros sim (portanto benefícios). Este ano não está dando lucro, mas por muitos outros deu lucro. O investimento na F1 não tem nada a ver com investir em educação! Tem que ser muito simples para achar que uma coisa tem a ver com a outra.

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