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Governos europeus queriam Copa no Catar, afirma Blatter

Candidato à presidência da Fifa, Platini teria sido um dos alvos dessa pressão

Por Da Redação 18 set 2013, 11h29

Poucos dias antes da vitória do Catar na eleição, Platini jantou com o ex-presidente Sarkozy – e com o emir do país árabe

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, reconhece que a escolha do Catar como país-sede da Copa do Mundo de 2022 foi influenciada pela pressão política de governos europeus – que, segundo o cartola, esperavam vantagens econômicas com a vitória dos árabes na eleição. “Houve influências políticas diretas. Houve chefes de governo na Europa que recomendaram a seus compatriotas que votassem no Catar, pois estão ligados ao país por fortes interesses econômicos”, disse Blatter em declarações publicadas nesta quarta-feira pelo semanário alemão Die Zeit.

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As revelações de Blatter têm um alvo claro, ainda que não citado nominalmente na entrevista: o presidente da Uefa, Michel Platini, que deverá se apresentar como candidato de oposição na briga pela presidência da Fifa em 2015. O ex-craque da seleção francesa admitiu ter votado no Catar, que disputava com países como Japão, Estados Unidos e Austrália. Poucos dias antes da decisão, o chefão da Uefa foi convidado para um jantar com o então presidente francês, Nicolas Sarkozy. Entre os outros convidados da noite estava o atual emir do Catar, o xeque Hamad al-Thani.

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Na terça, Platini disse que ainda não sabe se será candidato em 2015. “Devo decidir durante a Copa do Mundo no Brasil ou depois do torneio”, afirmou ele numa reunião da Uefa em Dubrovnik, na Croácia. “Ainda não decidi o que vou fazer. Quero ter mais alguns meses para pensar.” Em 2011, em meio a uma onda de denúncias de corrupção na Fifa, Blatter disse que não tentaria um novo mandato em 2015, quando terá 79 anos. Desde então, porém, tem dado sinais de que poderia voltar atrás e tentar mais uma reeleição. Platini já foi visto como aliado e sucessor natural de Blatter na Fifa, mas a situação mudou nos últimos anos.

(Com agência EFE e Estadão Conteúdo)

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