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Governo dá R$ 6,5 mi para hipismo formar time vencedor

De olho em medalhas nos Jogos do Rio, ministério firma convênio com a CBH

Dono de três medalhas olímpicas, Rodrigo Pessoa agora é o técnico da equipe de saltos

O Ministério do Esporte e a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) assinaram nesta terça-feira um convênio que preve o repasse de 6,5 milhões de reais, retirados do orçamento da pasta, para que a entidade forme seleções permanentes nas três modalidades do esporte: saltos, adestramento e concurso completo de equitação (CCE). O objetivo é capacitar e dar experiência a atletas e treinadores e levá-los a participar de competições internacionais, além de fortalecer a realização de torneios nacionais. Com isso, espera-se formar times fortes e que briguem por medalha nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. O esporte já conseguiu três medalhas olímpicas para o país: o ouro de Rodrigo Pessoa, na prova individual de saltos, em Atenas-2004, e dois bronzes na prova de saltos por equipes, em Atlanta-1996 e Sydney-2000.

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Presente também nessas duas campanhas vitoriosas e hoje técnico do time de saltos, Rodrigo Pessoa comemorou a verba. “Como integrante da equipe há muitos anos, participei de algumas Olimpíadas e agora vejo uma grande diferença na maneira em que vamos chegar aos Jogos do Rio de Janeiro. Serão os dias mais importantes das nossas vidas. Temos o sonho de ganhar uma medalha e, para que seja do metal mais brilhante, devemos dar o nosso máximo”, pediu o atleta e treinador. Cada modalidade terá um plano de trabalho diferenciado e um técnico estrangeiro já foi anunciado: o neozelandês Mark Todd, bicampeão olímpico no CCE, será o responsável pela equipe da modalidade. O adestramento deve ter um profissional com perfil semelhante.

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“Pela primeira vez teremos preparadores físicos, nutricionistas e psicólogos, uma equipe de alto gabarito que dará o melhor suporte aos atletas”, festejou o presidente da CBH, Luiz Roberto Giugni. “A equipe do hipismo tem condições reais de chegar lá. É formada não só por campeões com chances de medalha hoje, mas também por uma equipe de base, para reforçar a presença brasileira na modalidade, dando condições reais de o Brasil competir com os melhores representantes do mundo. Trata-se de um esporte que precisa de recursos mais vultuosos para que possamos competir em condições de igualdade com os estrangeiros e entendemos que esse convênio é um passo importante nesse sentido. Espero que seja o primeiro passo para ganhar uma medalha de ouro”, concluiu Ricardo Leyser, secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte.

(Com Estadão Conteúdo e Gazeta Press)