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Governo cancela patrocínio ‘injustificável’ da Petrobras à McLaren

Contrato, de 163 milhões de libras esterlinas (cerca de 872 milhões de reais), foi assinado em 2018

A Petrobras encerrou um contrato de patrocínio com a equipe de Fórmula 1 McLaren, de 163 milhões de libras esterlinas (cerca de 872 milhões de reais), segundo documento publicado pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira 17.

O contrato, assinado em 2018, marcou o retorno da petroleira estatal às pistas, por meio de uma parceria técnica que previa ainda fornecimento de combustível e óleos lubrificantes, além do compartilhamento de tecnologias entre as duas empresas.

“Um injustificável contrato de patrocínio da Petrobras à equipe McLaren de Fórmula 1 – no valor de 163 milhões de libras esterlinas– foi encerrado”, afirmou o documento, elaborado pela Secretaria de Política Econômica, que detalha as ações do governo em seus primeiros nove meses.

O governo não informou os motivos para o encerramento e também não detalhou se houve consequências, como o pagamento de multas. Também não disse se alguma parte do contrato havia sido mantida. A Petrobras não comentou e a McLaren não respondeu imediatamente.

O presidente Jair Bolsonaro havia publicado em sua conta no Twitter, em maio, que por decisão de seu governo a Petrobras estava buscando uma maneira de rescindir o contrato com a McLaren, também sem apresentar os motivos.

A nova gestão da Petrobras aprofundou um programa de cortes de custos e desinvestimentos, para que a empresa possa focar investimentos em ativos essenciais, como a exploração do pré-sal. O contrato foi assinado sob a gestão do então presidente da estatal Pedro Parente.

À época, a empresa informou que o acordo previa a exposição da marca nos carros, uniformes e nas instalações da equipe já na temporada daquele ano, e o fornecimento de gasolina e lubrificantes especialmente formulados para a escuderia para uso nas corridas em 2019.

O desenvolvimento dos produtos para a McLaren ocorreria, ao longo de 2018, no centro de pesquisas da Petrobras (Cenpes), na cidade do Rio de Janeiro.

A estatal brasileira não detalhou à época o valor e o prazo total do contrato, limitando-se a dizer que seria uma parceria de “longo prazo”. Em uma apresentação, publicada no site da empresa, a petroleira apontou que pelo menos até 2022 haveria fornecimento de produtos a escuderia.

No passado, a Petrobras participou na Fórmula 1 a partir de contratos com a equipe Williams, de 1998 a 2008 e de 2014 a 2016.

(Com Reuters)