Golfe faz volta discreta à Olimpíada após 112 anos de ausência

O torneio perdeu muito de seu prestígio depois que os quatro principais ranqueados desistiram por causa do zika vírus

Por Da redação - 11 ago 2016, 11h14

Depois de 112 anos, o golfe voltou à Olimpíada sem chamar muita atenção nesta quinta-feira, quando o brasileiro Adilson da Silva bateu a primeira bola diante de um punhado de espectadores.  Sob um céu nublado e em condições tranquilas, cenário ideal para o esporte, ao chegar ao primeiro tee Adilson foi acolhido por uma salva de palmas e pelas lentes de centenas de câmeras, membros da imprensa e autoridades estavam em número muito maior do que os fãs espalhados por uma arquibancada pequena e quase vazia.

Adilson foi seguido pelo canadense Graham DeLaet, cujo compatriota George Lyon venceu o último torneio de golfe olímpico em 1904, e o sul-coreano An Byeong-hun completou a trinca.

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O torneio perdeu muito de seu prestígio depois que os quatro principais ranqueados, o australiano Jason Day, americanos Dustin Johnson e Jordan Spieth e o norte-irlandês Rory McIlroy, decidiram não participar da Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016 citando o temor do zika vírus. Eles foram criticados por outros esportistas, que alegaram que a ausência tem motivos financeiros — os prêmios olímpicos são módicos comparados aos do circuito profissional do golfe.

Quatro rodadas ao longo de quatro dias no campo recém-construído no Parque Natural Municipal de Marapendi irão decidir as medalhas da competição, que tem 60 homens inscritos e igual número de mulheres no evento feminino, que acontece na semana que vem.

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