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Goleiro Bruno aponta irregularidades e rescinde com Poços de Caldas

Segundo a defesa do jogador, clube da terceira divisão mineira acumula dívidas e não oferece condições dignas de trabalho a seus atletas

Por Luiz Felipe Castro - Atualizado em 29 out 2019, 11h09 - Publicado em 29 out 2019, 11h05

Durou dois meses e apenas 45 minutos em campo a passagem do goleiro goleiro Bruno Fernandes pelo Poços de Caldas FC. O contrato entre o jogador e o clube da terceira divisão do Campeonato Mineiro foi rescindido em comum acordo nesta semana devido a conflitos com a diretoria. A defesa de Bruno alega que o Poços de Caldas acumula dívidas e não honrou suas obrigações com o ex-jogador do Flamengo, que cumpre pena de 20 anos e nove meses pelo assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010.

Bruno precisava de autorização judicial para sair de Varginha, onde mora com a família, para disputar as partidas, além de cumprir uma série de medidas, como se recolher durante a madrugada. No último sábado 26, ele não compareceu a um amistoso contra uma equipe amadora de Muzambinho (MG), o que gerou críticas do presidente do clube, Paulo César da Silva.

Segundo a advogada Mariana Migliorini, o jogador não foi avisado sobre a data da partida. “O presidente não passou o calendário dos jogos e ainda quis jogar a culpa para cima do Bruno. Eles não têm uma estrutura organizada e o presidente não sabe como se portar. Eles precisam me informar, com antecedência, as datas e locais dos jogos para eu realizar uma petição e despachar com o juiz.” Em dois meses, Bruno participou de apenas um amistoso, contra o União Mogi-SP. 

A advogada alega que o contrato foi automaticamente rescindido, pois o Poços de Caldas não cumpriu com as condições pré-estabelecidas. “O clube não está regularizado junto a Federação Mineira de Futebol, tem dívidas, aplica cheques sem fundo. Não queremos que o Bruno fique num clube que massacra o sonho de tantos jovens. A refeição dos atletas era arroz e salsicha. Não tem técnico, diretoria, nada, só um presidente dizendo que vai chegar patrocínio, o que é impossível já que o time não tem situação regularizada”, afirma. Segundo ela, o jogador de 34 anos tinha ótima relação com os colegas.

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Mariana Migliorini diz que Bruno era o único atleta do clube com contrato assinado e que recebeu apenas uma pequena parte do salário combinado, que era de cerca de 10.000 reais. Ainda assim, a defesa do jogador não pretende acionar o Poços de Caldas na Justiça. “Sabemos que eles nem têm condições para isso e a questão dos pagamentos não é o principal. O Bruno deixou o clube pela desonestidade da diretoria”, afirmou Mariana.

Procurado pela reportagem, o Poços de Caldas não se manifestou até o momento.

Dos 20 anos de pena, Bruno cumpriu quase nove anos em regime fechado e, em julho, conquistou o direito de voltar ao regime semiaberto, que autoriza o detendo a trabalhar durante o dia. Vale lembrar que este é o segundo clube desde que ele foi condenado – o primeiro foi o Boa Esporte, em 2017.

 

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