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GM prepara substituto de R$ 25 mil para o Celta

Modelo deve chegar ao mercado dentro de dois a três anos e vai disputar mercado com os compactos que a Fiat e a Volkswagen produzirão

Por Da Redação 15 nov 2012, 11h14

A General Motors do Brasil prepara o projeto de um novo compacto, o substituto do Celta, que deverá ter preço na faixa de 25.000 reais. O modelo deve chegar às concessionárias em dois a três anos e vai disputar mercado com o carro que a Fiat produzirá na fábrica em construção em Goiana (PE) e com o Up!, que a Volkswagen vai fazer em São Bernardo do Campo (SP).

O novo compacto será desenvolvido no Brasil e atualmente é o projeto que mais toma tempo do departamento de engenharia da montadora. “Não é fácil criar um produto com a limitação de custo que queremos”, admite o presidente da GM América do Sul, Jaime Ardila. O grupo espera a definição desse projeto para anunciar o novo plano de investimentos para os próximos cinco anos. O orçamento de 5,3 bilhões de reais anunciado para 2008 a 2012 já se esgotou.

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A GM não descarta uma nova fábrica, seja para aumentar a capacidade ou migrar parte da produção das unidades de São Caetano do Sul, São José dos Campos (SP) e Gravataí (RS). “Tudo vai depender do comportamento do mercado, mas já avaliamos várias regiões como Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, diz Ardila.

A fábrica de São Caetano, no ABC Paulista, opera com capacidade total em três turnos (225.000 unidades ao ano). Produz os modelos Cobalt, Cruze, Spin e Classic. Segundo Ardila, o grupo avalia alternativas para ampliar a capacidade, como transferir algum veículo para a filial argentina e a produção de peças para a fábrica de Mogi das Cruzes (SP).

A unidade de Gravataí (RS), onde são feitos Celta e Onix, está em fase de ampliação de 240.000 para 350.000 unidades ao ano. Como opera em dois turnos, ainda há a possibilidade de criação de um terceiro.

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Já a de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, não vai mais produzir automóveis a partir de fevereiro de 2013. Atualmente, fabrica apenas o Classic. Desde o fim da produção de Corsa, Meriva e Zafira, 940 funcionários estão em situação de “lay off” (suspensão temporária de contrato, válida até o fim de janeiro) e 900 operam na linha do Classic, que deverá ser concentrada em São Caetano ou na Argentina.

“Não temos um novo produto para a fábrica de São José”, afirma Ardila. A montadora enfrenta problemas com o Sindicato dos Metalúrgicos local há vários anos e, por falta de acordos trabalhistas, vai desistir da produção de automóveis naquela unidade.

O complexo, porém, tem outras sete fábricas que continuarão a operar, uma delas a da picape S10 e do Trailblazer, substituto da Blazer. O utilitário esportivo (SUV) foi lançado nesta quarta-feira e chega ao mercado por 145.400 reais na versão a gasolina e 175.400 reais a diesel. A GM projeta vender 800 unidades ao mês. O mercado brasileiro desse tipo de veículo passou de 20 mil unidades, em 2003, para as atuais 180.000.

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Lançamentos – A Trailblazer é o nono lançamento da GM em 15 meses, um recorde para a companhia, que encerra o processo de renovação de toda sua gama de produtos. “Essa renovação deveria ter ocorrido há quatro anos”, admite Ardila. A marca já teve mais de 20% de participação nas vendas mas, em parte por ter mantido uma linha defasada, hoje tem 17%.

Dos nove lançamentos, sete ocorreram este ano e cinco são veículos desenvolvidos no Brasil e considerados globais, diz Pedro Manuchakian, vice-presidente de engenharia da GM. Estão nessa lista Cobalt, nova S10, Trailblazer, Spin e Onix – este último feito em Gravataí e lançado há poucas semanas.

O vice-presidente da GM, Marcos Munhoz, lembra que o mercado brasileiro “vai crescer três PIBs este ano”, ao referir-se às previsões de alta de 4,5% a 5% nas vendas de veículos, enquanto o Produto Interno Bruto deve ficar abaixo de 1,5%. A GM deve vender 650.000 veículos, 2,8% a mais do que em 2011.

(Com Estadão Conteúdo)

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