Gianni Infantino responde a críticas sobre projeto de investimento na Fifa
'É uma oportunidade, não uma obrigação', disse o presidente da entidade mundial em vídeo nas redes sociais
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu nesta quarta-feira, 29, seu polêmico plano de criar uma entidade comercial aberta a investidores privados — visando aumentar as receitas do futebol —, descrevendo-o como “uma oportunidade, não uma obrigação”.
Infantino pretende criar uma subsidiária da Federação, avaliada em 20 bilhões de dólares (ou cerca de R$ 100 milhões), para administrar o maior torneio de futebol do planeta, a Copa do Mundo. O formato permitiria que até 20% da empresa fosse vendida à acionistas.
De acordo com informações do Telegraph Sport, o presidente enviou uma carta às federações que fazem parte da organização, em que define um prazo máximo de 53 dias (acaba em 19 de setembro) para aceitar ou não a proposta. A associação que concordar terá disponível US$ 20 milhões a partir de janeiro de 2027, valor que pode aumentar para 22 milhões e 24 milhões em ciclos posteriores.
A associação que não concordar, mesmo que o projeto seja aprovado pelo restante, receberá o valor com uma redução de 75% do total. A proposta foi condenada por diversos grupos do futebol. A União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), declarou em comunicado que “a Fifa não pode continuar usando de nosso esporte para enriquecer a si mesma e a seus amigos”, e afirmou que o projeto é o “cruzamento de uma linha que nunca deveria ser cruzada”.
O plano de Infantino representa “uma proposta, uma oferta” que faz parte de “um processo democrático”. “Acima de tudo, é uma oportunidade, não uma obrigação… Marca o início do processo de consulta”, afirmou o dirigente em um vídeo divulgado pela Fifa.
A iniciativa tem o apoio da Thrive Capital, gestora de investimentos liderada por Joshua Kushner, irmão do genro de Donald Trump, o empresário Jared Kushner. A relação acentua o fator de amizade já conhecida entre o presidente da Fifa e o presidente americano.
Várias entidades importantes manifestaram preocupações em relação ao projeto — que alteraria o equilíbrio atual —, incluindo as federações inglesa e francesa.
(Com AFP)







