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Ganhamos porque continuamos em 5 , diz Luxa após perder do Bahia

Por Da Redação 4 set 2011, 19h12

Vanderlei Luxemburgo chegou à entrevista coletiva com uma artimanha pronta para explicar por que perdeu por 3 a 1 para o Bahia e não ter que especificar todos os problemas do Flamengo. O técnico olhou os resultados dos outros jogos nos vestiários do Engenhão, constatou que manteve sua posição e a distância de quatro pontos para a liderança devido à derrota do Corinthians para o Coritiba e avisou: seu sentimento é de vitória.

‘Vão falar que estou maluco, mas não estou: ganhamos o jogo hoje’, disse Luxemburgo. ‘Deu tudo errado, foi terrível. Mas jogar pessimamente como o Flamengo jogou hoje, sem organização e equilíbrio em todos os setores, tomando três gols em três ataques deles no primeiro tempo, e saímos sem mudar de posição. Isso é vitória’, definiu.

O comandante do Rubro-negro carioca admitiu até que conta com a sorte por encerrar a 21rodada do Campeonato Brasileiro na quinta colocação. ‘As coisas estão acontecendo de maneira positiva’, apontou, aproveitando até para lembrar do tropeço do arquirrival Vasco, vencido por 4 a 1 pelo lanterna América-MG.

‘Não é privilégio do Flamengo. Quem imaginaria que o Vasco pudesse perder de quatro para um time que está lá atrás? É a realidade do futebol brasileiro’, afirmou, ainda valorizando seu adversário deste domingo. ‘O Bahia não é fraco. Tem jogadores experientes que sabem jogar o Brasileiro. Botaram vantagem no placar e ficaram de totó para um lado e para o outro.’

Em rara oportunidade que aceitou falar sobre os defeitos do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo voltou a transferir a culpa para a CBF por manter um calendário com dois jogos por semana nos últimos meses. É o argumento do comandante para justificar a falta de reação de sua equipe para buscar o resultado.

‘São muitos jogos seguidos. Você busca perna e não encontra. Lá atrás, conseguíamos reverter resultados. Agora, não. O Corinthians também não tem conseguido quando sai atrás’, declarou, mais uma vez apontando um rival como exemplo. ‘Tem que escalonar um pouquinho mais a competição. Um torneio de sete meses não pode ser definido em dois meses. São seres humanos.’

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