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Galo joga mal, frustra torcida e perde para o Figueirense em noite de Elias

Por Da Redação 6 ago 2011, 23h01

O Figueirense surpreendeu o Atlético-MG neste sábado, em pleno estádio Ipatingão, e conquistou o primeiro triunfo fora dos domínios no Campeonato Brasileiro. O público que esgotou os ingressos no Vale do Aço esperava ver uma evolução no Galo, mas acabou saindo frustrado com mais uma atuação pouco convincente da equipe de Dorival Júnior, que perdeu por 2 a 1.

Em dois lances de falhas individuais dos defensores atleticanos, o meia Elias, que foi o destaque da partida, mostrou muito oportunismo e anotou os dois gols do time catarinense. No Galo, Dudu Cearense deixou a sua marca, diminuindo o placar. Com o resultado, o Figueirense chegou a 22 pontos e encosta nas equipes do G4.

Sem Caio, suspenso, Dorival Júnior optou pela escalação de Giovanni Augusto em detrimento de Daniel Carvalho, que sequer foi relacionado para partida. Porém a escolha não deu resultado e ainda gerou insatisfação do treinador alvinegro, que não gostou de atuação do armador. No Figueirense, a novidade ficou por conta da presença do atacante Héber, que entrou na vaga de Fernandes, que foi poupado pelo técnico Jorginho.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Galo vai visitar o Coritiba, no estádio Couto Pereira, mas antes, a equipe estreia na Copa Sul-americana, na quarta-feira, duelando contra o Botafogo, em Ipatinga. Já o Figueirense recebe o Flamengo, no Orlando Scarpelli.

O jogo – Quem esperava um Atlético-MG agressivo nos primeiros minutos contra o Figueirense, viu uma equipe cautelosa e estudando bastante o adversário antes de atacar. Aos poucos, o time começou a se soltar em campo e a procurar espaços na defesa catarinense, mas esbarrava na hora de acertar o último passe.

Aos oito minutos, depois de uma falha bisonha do zagueiro Werley, o atacante Héber chegou à linha de fundo e acertou um cruzamento perfeito para Elias, que não titubeou, e de primeira, fuzilou a meta do arqueiro Giovanni, para abrir o placar em Ipatinga.

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Após o gol, o Galo avançou as linhas de marcação, mas com o time ainda desligado na partida e errando muitos passes, encontrou dificuldades para concluir as jogadas. Sem conseguir se impor no jogo, o Atlético-MG deixou muitos espaços para os contra-ataques do Figueira, e aos 20, depois de boa troca de passes, Elias arriscou arremate de fora da área, obrigando Giovanni a trabalhar bem para fazer a defesa.

Aos 22, veio o troco com Magno Alves, que acertou um petardo de longa distância, e assustou o goleiro Wilson pela primeira vez na partida. Demonstrando insatisfação com o rendimento do time, a todo o momento, o técnico Dorival Júnior chegava a beira do campo e esbravejava com seus comandados.

Com uma postura apática, o Atlético-MG não esboçou praticamente nenhum tipo de reação na primeira etapa. As raras exceções surgiam dos pés de Magno Alves, que movimentou bastante em busca do entrosamento com o avante André, mas as investidas não surtiram o efeito desejado, e que chegou ao gol foi novamente o Figueirense. Aos 45, depois de outra falha bisonha da defesa do Atlético-MG, Elias não perdoou e anotou o segundo do Figueira no jogo.

Na tentativa de mudar a postura do time atleticano, Dorival Júnior fez logo as três alterações no intervalo, e promoveu as entradas de Dudu Cearense, Wesley e Neto Berola, para as saídas de Werley, Serginho e Giovanni Augusto. As mudanças surtiram efeito, e com um minuto do segundo tempo, Dudu Cearense aproveitou cobrança de falta de Richarlyson e desviou de cabeça para diminuir o marcador em Ipatinga.

O gol motivou o time mineiro, que finalmente acordou no jogo e passou a pressionar os visitantes, que não se limitaram a defender, o que garantiu uma partida mais aberta no segundo tempo. A partir dos 25 minutos, os catarinenses passaram a cadenciar o jogo, e diminuíram o volume da partida e o apoio da torcida do Galo nas arquibancadas.

Com uma clara deficiência na criação das jogadas, o Atlético-MG até que se esforçou para buscar o empate, mas a falta de qualidade foi o maior empecilho da equipe. A derrota deixa o técnico Dorival Júnior, que não conseguiu dar um padrão de jogo para o Galo, na berlinda.

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