Gabriel Medina tenta evitar assédio antes de estreia no Havaí; decisão pode começar hoje

Jovem de 20 anos pode se tornar o primeiro brasileiro campeão mundial

Por Da Redação - 8 dez 2014, 09h56

O surfista brasileiro Gabriel Medina pode iniciar nesta segunda-feira (se houver condições climáticas em Pipeline, no Havaí) a campanha rumo ao inédito título mundial de surfe do Brasil. Líder do ranking do WCT, o jovem de 20 anos só depende de seus resultados para ser campeão na última etapa.

Nesta tarde, será realizada uma triagem, de onde sairão dois surfistas locais, chamados de wildcards, entre 36 competidores. Os dois wildcards serão os adversários de Medina e de seu principal concorrente ao título, o australiano Mick Fanning, na primeira bateria. Devido a uma grande ondulação no Oceano Pacífico, a expectativa da organização é que a etapa de Pipeline tenha ondas de ótimo tamanho.

Nos últimos dias, Medina tem aproveitado todo tempo possível para treinar nos famosos tubos, e optou por se isolar do assédio dos fãs para não perder a concentração.

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O que Medina precisa para ser campeão no Havaí:

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* Se o brasileiro perder na segunda (25º) ou na terceira fase (13º) em Pipeline, precisa torcer para Slater não vencer a etapa, e Fanning não chegar às semifinais. Neste caso, se Fanning cair nas quartas, eles empatarão em pontos e farão uma bateria homem a homem para decidir o título.

* Se perder na quinta fase (9º), Medina tem que torcer para Mick não chegar à final e para Slater não vencer a etapa.

* Se perder nas quartas (5º) ou nas semis (3º), tem que torcer para Mick não vencer a etapa. Neste caso, Kelly Slater não poderia alcançá-lo.

*Se chegar à final, conquista o título, independentemente de qualquer outro resultado dos concorrentes.

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Desde que chegou ao Havaí, Medina tem tentado manter o foco na disputa. Charles, seu padrasto e treinador, até chegou a colocar um aviso na porta da casa onde o brasileiro está hospedado pedindo para que as pessoas não assediem o surfista neste momento tão importante de definição de título.

Em Peniche, na etapa anterior do circuito, em Portugal, Medina foi muito assediado. A avaliação do estafe do garoto foi que aquilo atrapalhou a concentração para a disputa do campeonato. Com isso, ele deixou de conquistar o título mundial por antecipação e agora vê dois rivais de peso, Slater e Fanning, que juntos têm 14 títulos mundiais, com chances de estragar a festa brasileira no Havaí.

Medina acredita que agora a situação será diferente. “No Havaí as pessoas são mais tranquilas, não existe esse assédio, como tem em Portugal ou no Brasil, de pedir uma foto, autógrafo ou querer estar mais perto do ídolo. Em todos os anos que fui a Pipeline, mesmo sendo o Kelly ou o Mick, a torcida nunca foi um problema. Acho que será tranquilo”, avaliou Medina.

Ele está hospedado na casa de um de seus patrocinadores, curiosamente em um quarto próximo ao do concorrente Fanning. O brasileiro se dá bem com o tricampeão e sempre coloca Fanning como um dos seus ídolos no esporte, assim como Kelly Slater. Medina lidera o ranking do WCT com 56.550 pontos, seguido por Fanning, que soma 53.100, e pelo onze vezes campeão do mundo, Slater, que tem 50.050.

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(Com Estadão Conteúdo)

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