Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Fred, fazedor de gols: pronto para vestir a pesada camisa 9

Depois de Careca, Romário e Ronaldo, é a vez do artilheiro mineiro. Boa fase, concorrência fraca e confiança de Felipão dão força para ele segurar a vaga

Os 13 de 2013

Neymar é o craque do time, Thiago Silva o capitão, Júlio César o veterano líder. Jogar a Copa das Confederações na condição de anfitrião coloca uma carga extra de responsabilidade sobre os alicerces do time brasileiro, que precisarão mostrar serviço em dobro para agradar às arquibancadas. Para o matador Fred, contudo, a avaliação da torcida tende a ser menos subjetiva. Basta o centroavante colocar a bola no fundo das redes que todos os seus pecados serão perdoados. Em contrapartida, caso passe em branco, o mineiro de 29 anos pode até suar sangue, mas não escapará das cornetas – que trombeteiam a ausência de um nome para a posição desde a aposentadoria de Ronaldo. No torneio laboratório para a Copa de 2014, o atacante ganha uma oportunidade de ouro para convencer os quase 200 milhões de técnicos no país que a pesada camisa 9 canarinho, já usada por inúmeros matadores implacáveis, deve ser dele, de fato e de direito.

Artilheiro e peça-chave em todos os clubes por onde passou – América-MG, Cruzeiro, Lyon e Fluminense -, Fred nunca conseguiu cumprir destino similar na seleção brasileira, apesar de um início promissor. Dois anos depois de ganhar as manchetes pelo gol marcado do meio de campo na Copa São Paulo de Futebol Júnior – então o mais rápido da história, com três segundos -, o centroavante chegou à seleção em 2005 e anotou, em suas duas primeiras partidas com a amarelinha, dois gols. No ano seguinte, foi convocado por Carlos Alberto Parreira para a reserva do Fenômeno na Copa do Mundo da Alemanha. Atuou em um único duelo, contra a Austrália, na fase de grupos. Entrou no lugar de Adriano aos 43 minutos do segundo tempo e se tornou dono do que talvez seja a melhor média de gols da história das Copas: dois minutos, um gol.

Tudo indicava que, com a aposentadoria de Ronaldo, Fred tomaria conta da vaga. Convocado para a Copa América de 2007, porém, o atacante acabou sendo cortado por lesão, e apesar da boa forma demonstrada desde sua chegada ao Fluminense, em 2009, não foi mais chamado por Dunga. Retornou à seleção apenas em 2011, já sob o comando de Mano Menezes, e fez parte do grupo que deu vexame na Copa América – foi um dos quatro jogadores que perderam pênaltis na fatídica partida de quartas-de-final contra o Paraguai. Depois disso, bateu de frente com Mano e só voltou a ser chamado com regularidade por Felipão, após uma temporada quase perfeita pelo Fluminense em 2012. E, ainda que não tenha tido atuações de encher os olhos, deixou sua marca contra Inglaterra, Itália e Rússia, performances que deram a ele a confiança, ao menos por ora, do atual comandante. Com a concorrência fraca – Leandro Damião por enquanto não lhe faz sombra no banco de reservas -, Fred tem a chance que pediu a Deus para garantir um lugar em 2014. Basta que, a começar por esta Copa das Confederações, o centroavante torne a vida dos goleiros adversários um inferno.

Acompanhe VEJA Esporte no Facebook

Siga VEJA Esporte no Twitter

América-MG x Vila Nova

Brasil x Austrália

Lyon x Lorient

Fluminense x Coritiba

Fluminense x Flamengo

Brasil x Inglaterra