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Fotos exclusivas de Sheilla, ouro em Londres-2012, na VIP

Leia também um trecho da entrevista da jogadora, que estrela edição de outubro da revista - e conta como foi a conquista de mais um ouro na última Olimpíada

“Quando se está menstruada dá dor nas costas, na cabeça, cólica. Imagina jogar assim?”

A bicampeã olímpica de vôlei Sheilla Castro é a capa da revista VIP que vai às bancas nesta sexta-feira (na galeria acima, três imagens exclusivas, que não estarão no ensaio da revista). Além de fotos sensuais, a morena de 29 anos, 1,85 metro e 67 quilos, também falou de como é a vida de uma atleta de alto nível – ela foi medalha de ouro em Pequim-2008 e Londres-2012. A seguir, trecho da entrevista da atleta mineira à revista:

Tem uma hora que cansa? Lógico que tem. Todo mundo tem fases boas e ruins dentro de qualquer área. Imagina no esporte então? A gente não está no auge o tempo todo. E abrimos mão de muita coisa. Viajamos e ficamos longe sei lá quanto tempo de namorado, mãe, pai, irmão… Mas vale a pena. Quando ganha medalha olímpica, então, aí que tudo vale mesmo a pena.

Como é sua rotina no vôlei? Normalmente ficamos seis meses no clube e seis meses na seleção. Na seleção, quando não estamos em competição, treinamos concentradas em Saquarema. Quando estamos em competição, viajamos e passamos um mês fora. No clube a sua vida é normal. Pode sair, ir jantar, ir ao shopping, cinema. Mas na seleção não. É só treino, treino, treino. Chegamos domingo à noite e ficamos até sexta à noite, temos folga no fim de semana. Vai todo mundo almoçar junto, volta todo mundo junto. É gostoso, claro, mas tem uma hora que cansa. E é um bando de mulher junta…

E rola uma TPM coletiva? Esse problema graças a Deus diminuiu, porque a gente toma pílula para não menstruar. Antes a gente tinha que preencher um calendário menstrual, era controlado. Quando se está menstruada dá dor nas costas, na cabeça, cólica. Imagina jogar assim? Agora, com a pílula, acabou a TPM e essa preocupação de regular a menstruação para ela não cair em fase semifinal ou final de campeonato.

Você participou das duas conquista do ouro. Como compara Pequim com Londres? Em Pequim a gente chegou como favorita absoluta. Acho que ninguém duvidou em nenhum momento que a gente fosse ganhar. A gente tornou o campeonato mais fácil. Nesse não. A gente começou mal, o que fez todo mundo desacreditar. A força do nosso grupo foi nunca desacreditar. A gente sempre soube que podia ganhar. Mas foi muito mais difícil porque a gente começou a depender de outros resultados, como dos Estados Unidos. E depender dos outros sempre dá aquela tensão. Lembro que no jogo delas a gente estava no vestiário, porque jogava depois, e a Turquia saiu na frente. Eu pensei: “Vou matar essas meninas dos Estados Unidos!” [risos].