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Fortalecido por Davis, Rogerinho lamenta revés e seca Argentina

Fortalecido pela estreia bem-sucedida na Copa Davis contra o Uruguai, Rogério Dutra da Silva conquistou seu segundo título de challenger e entrou na chave principal de um Grand Slam de forma inédita. O tenista de 27 anos, preterido no confronto com a Rússia, lamentou a recente derrota nos playoffs e revelou que pretende secar a Argentina na decisão contra a Espanha.

‘Foi muito difícil ver de fora. Tentei passar o máximo de energia positiva, mas infelizmente não deu certo. A equipe saiu de cabeça erguida. Estivemos a um ponto do Grupo Mundial e fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, mas faltou um pouco de sorte. Todos os jogadores lutaram muito’, afirmou Rogerinho à GE.Net durante o Challenger de Campinas.

Afastado do Grupo Mundial desde 2003, quando ainda contava com Gustavo Kuerten, o Brasil caiu nos playoffs nos últimos seis anos. Diante dos russos, o time capitaneado por João Zwetsch chegou a abrir 2 a 1 e Thomaz Bellucci teve dois match-points contra Mikhail Youznhy, mas não conseguiu aproveitá-los.

‘Foi muito legal ver o Bellucci vibrando, batendo no peito e olhando para toda a equipe. Eu torci muito para ele, mas infelizmente faltou um pontinho para ganhar. Ele jogou um tênis de alto nível’, disse Rogerinho, que venceu suas duas partidas no confronto anterior, diante do Uruguai, em julho.

Invicto dentro de casa desde 1999 e campeão em 2000, 2004, 2008 e 2009, o time de Rafael Nadal conta com a torcida de Rogerinho na final frente aos argentinos. ‘Eu prefiro que a Espanha ganhe’, disse o brasileiro, rindo. Vice em 1981, 2006 e 2008, a Argentina é um dos únicos três países que disputaram mais de uma decisão da Copa Davis e nunca triunfaram, assim como Romênia e Índia.O Brasil tem três possíveis adversários para o próximo confronto, em abril de 2012. Ainda nesta temporada, Colômbia e México duelam para em seguida enfrentar o Equador. O ganhador do embate pega o time de João Zwetsch. Uma série no saibro aumenta as chances de Rogerinho, mas ele prefere não pensar em uma nova convocação, por enquanto.

‘Ainda falta muito tempo. O bom da equipe é que temos muitas possibilidades de jogadores. Independente do adversário, o jogador que o João convocar estará pronto. A melhor coisa a fazer é estar sempre preparado para corresponder a altura em caso de convocação’, afirmou.

Na edição de 1996 da Copa Davis, então com 12 anos, Rogerinho atuou como boleiro no tumultuado duelo diante da Áustria de Thomas Muster, no Hotel Transamérica. A chance de entrar em quadra para jogar 15 anos depois embalou o jogador na temporada.

PAN E TOP 100 NA MIRA

Ao lado de Ricardo Mello e João ‘Feijão’ Souza, Rogério Dutra da Silva foi convocado para disputar os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, com início previsto para o próximo dia 14 de outubro.

‘Estou muito feliz pela convocação e vou tentar corresponder. Esse lance de defender o Brasil é muito legal, gosto bastante desse tipo de competição. Vamos com tudo. Vai ser duro, um dos Pans mais difíceis dos últimos tempos’, afirmou.

Atual 122do ranking mundial, Rogerinho chegou ao 111posto da lista divulgada no dia 8 de agosto de 2011. Até o final do ano, ele projeta entrar no top 100 e quebrar mais uma barreira.

‘Com certeza, o confronto com o Uruguai foi um dos pontos altos de toda a minha carreira. Eu sempre tive o sonho de jogar a Copa Davis e foi bem legal. O Thomaz, o João e toda a equipe me ajudaram bastante. Eu saí bem fortalecido e consegui bons resultados depois da Davis’, afirmou Rogerinho.

No começo de agosto, o tenista conquistou o título do Challenger de Campos do Jordão. No final do mês, após oito tentativas infrutíferas de furar o quali de um Grand Slam, ele contou com a sorte para entrar na chave principal do Aberto dos Estados Unidos como lucky-loser. Como Thomaz Bellucci, Ricardo Mello e João ‘Feijão’ Souza caíram na estreia, Rogerinho foi o melhor brasileiro ao alcançar a segunda rodada.

‘Estava faltando quebrar essa barreira, já tinha batido na trave na Austrália [perdeu na última rodada do quali de 2011]. Nos Estados Unidos, entrei e ainda consegui ganhar um jogo, o que nunca tinha acontecido antes. Foi incrível e saí com a confiança em alta. Mas não muda muita coisa: tenho que seguir trabalhando para chegar ao nível que espero’, disse Rogerinho, que admitiu a surpresa por terminar como melhor brasileiro logo em seu primeiro Grand Slam.