Força-tarefa da Fifa quer reduzir expulsões em pênaltis

Por Da Redação - 25 out 2011, 12h35

Por AE-AP

Zurique – A força-tarefa criada pela Fifa para discutir mudanças que tornem o futebol mais atrativo, visando a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, se reuniu pela segunda vez nesta terça-feira. Liderada por Franz Beckenbauer, ex-zagueiro alemão e atual membro do comitê executivo da entidade, o grupo defendeu, entre outras propostas, uma lei mais branda na aplicação de cartões vermelhos que sejam provocados por lances de pênalti.

O grupo, que não contou com Pelé nesta terça por conta de compromissos particulares do brasileiro, apontou que a punição neste tipo de lance deveria ser revista, tornando-se mais branda. Para os integrantes da força-tarefa, o infrator sofre um “tripla punição”, com a penalidade marcada, a expulsão e a suspensão para a próxima partida.

De acordo com eles, o cartão vermelho só deveria aparecer se a falta cometida dentro da área for de fato violenta, independentemente de ela impedir uma “clara e manifesta oportunidade de gol”, como especifica a regra. “Um pênalti é o suficiente se for uma falta simples ou uma infração quando você tenta pegar a bola e acaba chegando um segundo atrasado. Se for uma falta violenta, deverá ser punida com cartão vermelho em qualquer lugar do campo, aí sim seria o pênalti e o cartão vermelho”, disse Beckenbauer.

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Outra proposta feita pela força-tarefa nesta terça foi a que está relacionada à lei do impedimento. A regra aponta que deve ser marcada irregularidade quando o jogador em posição ilegal participa da jogada, seja tocando na bola ou atrapalhando o adversário. Beckenbauer lançou a ideia, aprovada pela força-tarefa, de que o regulamento deveria ser menos interpretativo e o lance só deveria ser paralisado quando o adversário fosse claramente prejudicado pelo jogador em posição ilegal, no caso, se ele tocasse na bola.

Entre os participantes do encontro desta terça estava o ex-árbitro suíço Massimo Busacca, que concordou com a proposta. Ele afirmou que já aconselhou diversos ex-colegas de arbitragem a deixar a jogada correr normalmente antes de avaliar se o jogador em posição irregular é “passivo ou ativo” no lance de ataque.

As últimas duas mudanças discutidas pelo grupo foram em relação ao fair-play e ao uso da tecnologia para ajudar a esclarecer lances duvidosos. Foi levantada uma preocupação com o número de problemas de desentendimentos entre jogadores nos últimos tempos, mas, de acordo com comunicado da Fifa, “uma ação concreta será desenvolvida no próximo encontro”, que acontecerá em dezembro. Por fim, a decisão da International Board (órgão que cuida das regras do futebol mundial), de não permitir tecnologia na comunicação entre técnicos e jogadores durante as partidas, foi apoiada.

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