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Fora das Olimpíadas, pivô Rafael Hettsheimeir não enconde tristeza

Antes com presença praticamente certa nas Olimpíadas de Londres, Rafael Hettsheimeir não está mais na lista da Seleção Brasileira masculina de basquete. O pivô vai ter que passar por uma artroscopia no joelho esquerdo, devido a um problema na cartilagem, e não vai conseguir se recuperar a tempo de disputar os Jogos, ficando cerca de dois meses afastado.

Nesta quinta-feira, após a convocação do técnico Rubén Magnano, o jogador do Zaragoza falou sobre a sua tristeza pelo momento difícil que está passando. ‘Deu vontade de chorar. Fiquei muito triste porque era minha meta estar com a Seleção Brasileira nas Olimpíadas, principalmente depois da nossa classificação no Pré-olímpico. Eu só pensava em Londres’, disse Hettsheimeir. ‘A gente nunca imagina ou fica esperando em ficar contundido, principalmente em uma época de seleção. A dor é ainda maior’, continuou.

Rafael vinha sofrendo com o problema há mais de três meses. Em suas últimas partidas pelo Zaragoza, a contusão estava limitando seus movimentos em quadra. ‘Quando fiz a ressonância magnética para ver o que estava acontecendo com o joelho, o médico do Zaragoza me aconselhou uma limpeza na cartilagem. Fiquei assustado com tudo. Fui até Madri fazer uma consulta com um médico famoso aqui na Espanha, não desconfiando da capacidade do médico de Zaragoza, mas para ter outra opinião. E ele me falou o mesmo que o médico do clube’, revelou o pivô, natural de Araçatuba (SP).

Segundo o atleta, o procedimento é realmente indispensável. ‘É uma cirurgia simples, mas necessária. Vou ficar em torno de dois meses me recuperando e não me dá tempo para jogar na seleção. Antes dos exames, pensei que fosse mais sério pelas dores que sentia, mas o médico me disse que em dois meses já estou pronto para jogar. Pena que estamos já na véspera de se apresentar na Seleção’.

Apesar da péssima notícia, Rafael Hettsheimeir afirmou que não vai se abater e, já na próxima temporada, vai estar em condições de representar o Brasil. ‘Ainda estou muito triste porque queria treinar e brigar por um lugar entre os 12 jogadores para buscar uma medalha olímpica em Londres. Jogar contra os melhores jogadores de basquete do mundo é um desafio que qualquer atleta gostaria de ter. Eu estava bem próximo disso, mas a contusão me tirou desse caminho’, falou. ‘É triste saber que não poderei treinar, participar do grupo, onde tenho bons amigos, mas ano que vem vou estar 100% para voltar novamente para a Seleção Brasileira e ajudar meu País em competições internacionais. Isso tenho muito orgulho de fazer’, prosseguiu o ídolo do Zaragoza, que está próximo de completar 26 anos de idade.

Rafael, que viu seu primeiro filho, Rafinha, nascer neste ano, já mira a disputa das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. ‘Se Deus quiser vou estar no Rio defendendo o Brasil e ajudando nosso basquete a ganhar uma medalha. Até lá o Rafinha vai entender melhor o que o pai dele faz e vai ficar orgulhoso se estiver na Seleção’, finalizou.