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Fluminense vive dia de homenagens ao craque Ézio

Por Da Redação 10 nov 2011, 15h10

Vítima de um câncer de pâncreas, o atacante Ézio recebeu diversas homenagens póstumas nesta quinta-feira, quando seu corpo foi velado no salão nobre das Laranjeiras. Ídolo da torcida na década de 90, quando ganhou o apelido de SuperÉzio do locutor esportivo Januário de Oliveira, o artilheiro tinha 45 anos.

O Fluminense decretou luto de sete dias, com todas as bandeiras da sede do clube colocadas a meio mastro. O presidente Peter Siemsen se pronunciou oficialmente sobre o adeus ao ex-jogador.

‘A perda de um ídolo sempre deixa muita dor e com o Ézio não é diferente. Ele foi ídolo em um momento difícil da vida do clube, na década de noventa, o que aumenta ainda mais a sua importância para o Fluminense e para a nossa torcida. Com certeza todos os tricolores estão de luto’, afirmou o presidente.

Porém uma das homenagens mais emocionantes feitas a Ézio partiu do elenco do Fluminense, que antes do treino se reuniu em círculo no meio-de-campo das Laranjeiras, onde o atacante brilhou em diversas partidas, e, juntamente com os membros da comissão técnica, fizeram uma oração de mãos dadas. Os atletas compareceram também ao velório de Ézio.

Ézio lutava contra o câncer desde 2010, mas só a tornou pública no início de setembro. À época, a diretoria do Fluminense se colocou à disposição para qualquer tipo de ajuda, e o atacante Fred chegou a entrar em campo vestindo uma camisa com o nome do ex-jogador, em partida diante do Corinthians, válida pela 23rodada do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o Tricolor venceu, justamente com um gol do artilheiro.

Nascido em Ponte de Itabapoana, no Espírito Santo, o ex-jogador iniciou a carreira no Bangu-RJ, se transferindo para o Fluminense em 1991. No Tricolor ficou marcado por gostar de fazer gols no rival Flamengo (em 20 clássicos foram 13 tentos) e recebeu o apelido de ‘SuperÉzio’ do locutor esportivo Januário de Oliveira, que narrava jogos do Campeonato Carioca pela ‘Rede Bandeirantes’.

Nas Laranjeiras, Ézio levou azar por fazer parte de uma geração sem muito sucesso. Pelo Fluminense, ele foi vice-campeão da Copa do Brasil em 1992, derrotado pelo Internacional na grande final. Seu único título pelo Tricolor foi o Campeonato Carioca de 1995, com o gol de barriga marcado por Renato Gaúcho na decisão contra o Flamengo.

Naquela competição, no entanto, ele já não era mais titular absoluto, sendo negociado em seguida com o Atlético-MG, onde não teve o mesmo desempenho. Por fim, vagou por clubes de menor expressão até encerrar a carreira em 1998, no Rio Branco-ES.

Renato Gaúcho também divulgou nota lamentando o falecimento do ex-companheiro: ‘Ézio era uma pessoa do bem, um ótimo profissional e amigo. Não acreditei quando recebi a notícia. Tenho ótimas recordações do Ézio e que ficarão guardadas para sempre na minha memória. Ele me ajudou bastante na chegada ao Fluminense e na conquista do título do Campeonato Carioca, em 1995. Era um ídolo e será para sempre lembrado pela dedicação, profissionalismo e amor com que vestiu a camisa do Fluminense’.

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