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Finalista de Super Bowl acusa NFL de boicote por protesto contra racismo e violência policial

Colin Kaepernick se ajoelhou durante hino nacional em 2016; dez anos depois lança livro expondo o caso

Por Natalia Tiemi Hanada Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 set 2026, 12h29
Finalista de Super Bowl acusa NFL de boicote por protesto contra racismo e violência policial Priorizar nos meus resultados Google

Dez anos depois de protestar contra racismo e violência policial contra os negros durante a execução do hino nacional, Colin Kaepernick afirma que a NFL ainda o boicota pelo ato. O ex-jogador da liga de futebol americano relatou que não busca reconciliação com a organização e também divulgou o lançamento do seu livro The Perilous Fight, uma autobiografia que reconta sua história como ativista de direitos civis.

“Eu não vou apoiar uma organização que, primeiro, está ativamente tentando me impedir de voltar a jogar, mas, segundo, também tem como alvo meus irmãos, que têm protestado como parte disso”, disse Kaepernick em rara entrevista à NBC News.

Em 2016, Kaepernick e seu então companheiro de clube, Eric Reid, do San Francisco 49ers, ficaram sentados no banco durante a execução do hino nacional em jogos da pré-temporada. A partir do dia 1 de setembro daquele ano, em partida contra o San Diego Chargers, eles passaram a se ajoelhar durante a canção oficial. O gesto era em protesto contra o racismo e a violência policial repetido em partidas do restante da temporada regular. O jogador Eli Harold também se juntou aos colegas na manifestação.

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A ação dos jogadores ganhou repercussão nacional, mas custou a carreira de Kaepernick. O quarterback vinha de anos de bons resultados pela equipe de San Francisco, com uma campanha finalista de Super Bowl em 2012, no entanto, ao fim do seu contrato na temporada 2016/17 não voltou a jogar na liga.

“Depois de chegar a um Super Bowl, disputar uma final de Conferência da NFC, estabelecer recordes e, ainda assim, nenhuma equipe sequer me chamar para um teste?” disse Kaepernick à NBC News. Alguns técnicos e gerentes-gerais chegaram a contatar com o atleta, porém, justificaram: “Sim, queremos trazer você para o time, mas isso está sendo barrado por pessoas acima de nós.”

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Jogadores da NFL repetiram o gesto de Kaepernick anos depois, em protesto à morte de George Floyd em 2020, morto por um policial branco, Derek Chauvin, em Minneapolis, que ficou com o joelho em cima de seu pescoço por quase nove minutos.

No dia 15 de setembro, Kaepernick lança nos EUA sua autobiografia The Perilous Fight em que relembra como um “único ato de protesto que mudou para sempre o esporte e a cultura dos Estados Unidos” e sua jornada como ativista dos direitos civis nos últimos dez anos.

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