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Fifa vai investir R$ 260 mi no Brasil como legado da Copa

Secretário-geral diz que o Mundial de 2014 foi um sucesso e garante que entidade 'não pega dinheiro do país e sai correndo', como pregam os críticos

Por Da Redação - 20 jan 2015, 15h50

A Fifa anunciou nesta terça-feira que investirá 100 milhões de dólares (cerca de 260 milhões de reais) para desenvolver o futebol brasileiro nos próximos anos. Provenientes dos lucros bilionários que a entidade teve com a Copa do Mundo 2014, os recursos vão integrar o Fundo de Legado do torneio. O secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, participou do anúncio, no Itaquerão, em São Paulo, e afirmou que a Fifa irá fazer um controle rigoroso da verba, que será repassada à CBF.

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“A Fifa tem sistema de auditoria permanente para garantir que o dinheiro repassado seja usado dentro das regras. É impossível usar o dinheiro fora de nossas regras, nem um único centavo será utilizado sem que a Fifa saiba”, garantiu Valcke. O programa beneficiará especialmente os 15 Estados que não tiveram uma cidade-sede no Mundial.

Os 100 milhões de dólares do Fundo de Legado serão distribuídos para o desenvolvimento do futebol de base, aquisição e construção de infraestrutura do futebol feminino, entre outros. Um dos projetos já apresentados está em fase final de construção: três campos artificiais e um de grama natural, em Belém, ao lado do Estádio Olímpico. Alagoas, Piauí, Sergipe, Rondônia e Tocantins serão os próximos cinco estados a receber obras. Até agora, foram gastos apenas 5,4 milhões de dólares do valor total do fundo.

Satisfação – Jérôme Valcke, que manteve uma relação instável com os brasileiros durante a organização da Copa, se disse feliz por voltar ao país. “É mais fácil estar aqui agora, pois não estamos falando da preparação. O Brasil organizou uma Copa incrível, mas estamos aqui para falar do que acontece depois.” O dirigente francês voltou a aprovar a organização do Mundial.

“Não estou dizendo que tudo foi feito, que tudo foi perfeito, até porque sempre falta algo, em qualquer país que organize um grande evento, uma Copa, uma Olimpíada. Mas os serviços que tivemos foram ótimos. Funcionou tudo bem para os fãs, para a mídia, para todos. Não recebi uma reclamação sequer na minha mesa”, contou. Em seguida, Valcke usou o Fundo de Legado para mandar um recado aos críticos. “A Fifa tem um compromisso com o país. Não pega o dinheiro e sai correndo. Isso que falam não é verdade e é isso que queremos demonstrar aqui hoje.”

(Com Estadão Conteúdo)

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