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Fifa vai investigar Blatter após denúncia de corrupção

Presidente da entidade estaria a par das propinas a dirigentes caribenhos

Por Da Redação 27 Maio 2011, 08h46

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou nesta sexta-feira que abriu uma investigação para apurar as denúncias de corrupção envolvendo o presidente da entidade, Joseph Blatter. O suíço deverá, no próximo domingo, prestar esclarecimentos perante o comitê ético da Fifa sobre as acusações de que ele sabia das propinas recebidas por cartolas caribenhos que integram a organização.

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A investigação foi aberta a pedido de Mohamed Bin Hamman, presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC), que está tentando enfraquecer Blatter antes das eleições para a presidência da Fifa, em 1º de junho. Apesar de todo o seu poder e prestígio, Blatter parece preocupado com o pleito – principalmente porque Bin Hammam promete mudanças que seriam bem recebidas pelos países filiados.

O candidato asiático quer, por exemplo, distribuir melhor a riqueza obtida pela Fifa, que costuma arrecadar fortunas com seus principais eventos – com destaque, é claro, para a Copa do Mundo. É a primeira vez que Blatter tem um concorrente na disputa pelo poder na Fifa desde que o africano Issa Hayatou foi derrotado por ele na eleição de 2002.

Na quarta-feira, a Fifa anunciou que Bin também está sendo investigado. O inquérito também envolverá o atual vice-presidente Jack Warner, presidente da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe). Os dois serão questionados em uma audiência no Comitê de Ética na sede da Fifa, em Zurique, neste domingo, três dias antes da eleição.

A Fifa suspeita que Bin Hammam tenha oferecido propina a membros da Concacaf para obter votos na eleição do dia 1º de junho. O principal foco da investigação é uma reunião envolvendo Bin Hammam com líderes do futebol caribenho entre os dias 10 e 11, em Trinidad e Tobago, país de origem de Jack Warner. “Esta reunião foi relacionada à corrida presidencial da Fifa”, anunciou a entidade, em nota.

(Com agência France-Presse)

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