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Fifa confirma eleição presidencial com Figo e príncipe contra Blatter

Candidato excluído acusou a Uefa de ter interferido no processo eleitoral

Por Da Redação 2 fev 2015, 09h33

A Fifa confirmou oficialmente nesta segunda-feira que quatro candidatos concorrem ao cargo de presidente de entidade: o príncipe da Jordânia, Ali Bin Al Hussein, o ex-jogador Luís Figo e o cartola holandês Michael van Praag irão desafiar Joseph Blatter, que concorre a seu quinto mandato. A eleição ocorre no dia 29 de maio, em Zurique. Antes de validar os nomes, porém, o Comitê de Ética da Fifa promete realizar uma “verificação da integridade” de cada um dos candidatos.

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Jérôme Champagne, candidato à presidência da Fifa
Jérôme Champagne, candidato à presidência da Fifa VEJA

Jerome Champagne, o primeiro cartola a se lançar na corrida eleitoral há um ano, foi obrigado a se retirar do processo por não ter conseguido o apoio de cinco federações entre as 209 que fazem parte da Fifa. Essa é a regra estabelecida para que se possa ser um candidato.

Por meio de uma carta, Champagne acusou os dirigentes de temerem represálias por apoiarem um “nome independente” e denunciou a Uefa por estar tentando transformar a Fifa em um monopólio do futebol europeu. “As instituições se mobilizaram para eliminar o único candidato independente.”.

Segundo ele, a corrida agora ocorrerá entre nomes que, de fato, representam outra pessoa. Sem citar o nome, Champagne sugere que os cartolas na lista oficial de candidatos que se opõem a Blatter são representantes de Michel Platini, presidente da Uefa. “Essa eleição será de candidatos que lutaram a guerra que outros não querem lutar”, denunciou.

Para ele, a “agenda não tão secreta” dos candidatos hoje aprovados é a de enfraquecer a Fifa e dar mais poderes para as confederações continentais. “Isso vai abrir o caminho para que a Europa agarre as últimas coisas que ela ainda não tem: a Fifa e o governo do futebol mundial”, completou.

Ameaça – A questão da corrupção estará no centro dos debates. Acusado por muitos de ter levado a Fifa a um caos por escândalos de compra de votos no processo de escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, Blatter enfrenta seu momento mais crítico. A oposição quer garantias de que a Fifa será mais transparente e muitos alegam que não haverá uma reforma na entidade enquanto Blatter estiver no comando.

Na liderança desse movimento anti-Blatter está Van Praag, presidente da Federação de Futebol da Holanda e que, em São Paulo em junho de 2014, lançou o primeiro ataque formal contra o suíço. Nomes como o do príncipe Ali ou de Luis Figo foram conhecidos apenas nas últimas semanas, também como uma estratégia para indicar que existem muitos descontentes com a entidade.

(Com Estadão Conteúdo)

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