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Fifa aprova uso de tecnologia na linha do gol para Copa de 2014

Por Sebastien Bozon
5 jul 2012, 15h59

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou nesta quinta-feira a aprovação do uso da tecnologia na linha do gol em alguns torneios, entre eles o Mundial de Clubes de 2012, no Japão, a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014, ambas disputadas no Brasil.

A decisão foi tomada pelo International Board (Ifab), órgão que garante as regras do jogo.

O IFAB também autorizou a arbitragem a cinco (com um assistente atrás de cada gol), já usada na Liga dos Campeões e na Eurocopa, para todas as competições oficiais.

Outra decisão importante foi a de liberar o uso do véu islâmico (hijab) durante as partidas, medida tomada para ampliar a prática do futebol para as mulheres muçulmanas em países nas quais são impedidas de jogar devido a restrições religiosas de certas comunidades.

A medida foi adotada por unanimidade e começara coo o período de testes. A cor e o formado dos véus a serem usados serão decididas noo próximo mês de novembro.

Já utilização da tecnologia na linha do gol será aplicada apenas após “um teste de instalação final em cada estádio antes que os sistemas sejam usados para partidas oficiais”, explicou a Fifa num comunicado.

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As duas empresas que participaram da segunda fase de testes, entre março e junho deste ano, a Hawy-Eye (sistema baseado na utilização de câmeras de vídeo, já usado no tênis) e a GoalRef (sistema que propõe o uso de um campo magnético que detecta a passagem da bola), foram aprovadas.

O custo desta nova tecnologua foi avaliad em 150.000 a 250.000 dólares pelo secretário da Fifa, Jerôme Valcke, que disse ter “certeza que os preços iriam baixar” no futuro.

“Trata-se apenas de ajudar o árbitro. Não queremos tirar o poder de decisão dele”, esclareceu o Stewart Regan, membro do Ifab por ser secretário geral da federação escocesa.

Estimulado pelo presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, o Ifab aceitou abrir brechas para o possível uso da tecnologia em outubro de 2010, três meses após a polêmica do ‘gol’ fantasma da Inglaterra sobre a Alemanha na Copa do Mundo disputada na África do Sul.

Na ocasião, as imagens do vídeo da partida mostraram nitidamente que a bola chutada pelo meia Franck Lampard quicou atrás da linha do gol após bater no travessão, mas o gol não foi validado e os ingleses acabaram perdendo por 4 a 1 nas oitavas de final da competição.

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Outro erro de arbitragem semelhante foi cometido no dia 19 de junho, em uma partida da fase de grupos da Eurocopa-2012, desta vez a favor da Inglaterra, quando um gol marcado pelo ucraniano Marko Devic foi anulado depois de a bola ter passado da linha antes de ser afastada pelo zagueiro John Terry.

No dia seguinte, Blatter manifestou a sua indignação na sua conta da rede social Twitter. “Depois do jogo de ontem, a tecnologia na linha do gol não é mais uma possibilidade, é uma necessidade”, afirmou o presidente da Fifa.

Já o presidente da União Europeia de Futebol, o ex-craque francês Michel Platini, desafeto de Blatter, continuou se mostrando “absolutamente contra” esta medida mesmo depois desta nova polêmica.

“Se usarmos tecnologia na linha do gol, porque não usá-la também na linha de fundo? E se o vídeo flagrar uma mão que o árbitro não viu? Não sou contra a tecnologia na linha do gol em si, mas sou contra a chegada da tecnologia no futebol porque sei que isso não vai parar por aí”, comentou o dirigente.

Platini sempre defendeu a arbitragem a cinco, autorizada nesta quinta-feira pelo Ifab em todas as competições.

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A Uefa já tinha usado este sistema nas duas últimas edições da Liga dos Campeões e na Eurocopa-2012.

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