Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Fifa adia escolha de sede da Copa do Mundo de 2026

Diante das denúncias de corrupção, entidade decidiu suspender início do processo

A Fifa decidiu adiar o processo administrativo de candidaturas para a sede da Copa do Mundo de 2026 devido às denúncias de corrupção na entidade. “Diante desta situação, não há sentido em iniciar qualquer processo de escolha no momento. Será adiado”, anunciou o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, em entrevista na cidade de Samara, no sul da Rússia. A decisão sobre quem sediará a Copa de 2026 estava prevista para ser tomada em Kuala Lumpur, na Malásia, no dia 10 de maio de 2017.

Leia também:

Ex-vice da Fifa é acusado de desviar doações a vítimas de terremoto no Haiti

Blatter combinou suborno de US$ 10 mi com África do Sul, diz jornal

BBC acessa documentos que complicam ainda mais Jack Warner

Blatter pagou 5 milhões de euros para Irlanda não processar a Fifa

Em abril, o então presidente da Concacaf e um dos presos por causa por corrupção na Fifa, Jeffrey Webb, expressou o desejo de que a Copa do Mundo de 2026 fosse organizada por um dos países-membros da entidade das Américas Central e do Norte. Em um congresso realizado pela Concacaf em abril, México, Estados Unidos e Canadá se colocaram como candidatos a receber o Mundial. Entre os sul-americanos, a Colômbia também já demonstrou interesse.

O FBI está investigando casos de suborno e corrupção na Fifa, incluindo a forma como a entidade máxima do futebol concedeu à Rússia o direito de organizar a Copa de 2018 e ao Catar a de 2022. Valcke foi visitar Samara para ver como estão os preparativos para a Copa de 2018. Apesar das investigações, o ministro dos Esportes russo, Vitaly Mutko, disse não ver ameaça à candidatura bem-sucedida de Moscou. Assim como Valcke, ele reiterou que o país cumpriu todas as normas.

Valcke, braço direito de Joseph Blatter na Fifa, voltou a negar as denúncias de participação sua em uma suspeita de compra de votos por parte da África do Sul, sede do Mundial de 2010, por 10 milhões de dólares. “Eu realmente não entendo qual é o problema e por que eu sou um alvo nessa questão. Eu assino contratos todos os dias, tudo tem a assinatura do secretário-geral. Não é por eu estar assinando tudo que eu sou responsável pela maneira como as pessoas agem no mundo todo.”

(Com agência Reuters)