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Fernandinho transformou a seleção – mas não se garantiu

Pelo menos é o que afirma Felipão, que elogiou o volante mas evitou apontá-lo como um novo titular. 'Existe aquela frase: a natureza não dá saltos, é devagar'

Por Giancarlo Lepiani, de Brasília - 23 jun 2014, 21h03

“Ele foi bem. Além de participar das situações defensivas, criou algumas oportunidades ofensivas, com bom passe”, elogiou o treinador

A última metade de jogo da seleção brasileira na fase de grupos da Copa do Mundo foi o melhor momento da equipe no torneio – e, para quem estava no Estádio Nacional Mané Garrincha, ficou muito claro quem foi o grande responsável por isso. É verdade que Neymar foi o principal nome da partida: do ponto de vista individual, sua atuação foi irretocável. Mas o jogador que teve maior impacto sobre o desempenho do conjunto foi o volante Fernandinho, de 29 anos, que entrou pela primeira vez num jogo de Mundial e transformou a seleção. Ao substituir Paulinho, que foi um dos segredos do sucesso do time de Luiz Felipe Scolari na Copa das Confederações, o atleta paranaense do Manchester City fez tudo o que o antecessor não vinha fazendo até agora na Copa. O camisa 5 desarmou, preencheu os espaços no meio-campo, deu ótimos passes, apareceu como opção no ataque e completou sua excepcional atuação fechando o placar da goleada sobre Camarões, com um gol de bico, na saída do goleiro.

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Depois de uma participação tão notável, Fernandinho será titular contra o Chile, no sábado, já pelas oitavas de final? Felipão ainda não quer dizer. Para o técnico, é preciso rever o jogo com calma antes de tomar qualquer decisão sobre a formação da equipe para o duelo eliminatório do fim de semana. “Não sei ainda”, avisou o técnico ao ser questionado sobre a possibilidade de mudar de volante. “Vou analisar isso na só terça, quando estivermos sem tanta adrenalina e emoção no corpo. Às vezes, no dia seguinte a gente acaba interpretando os lances de outra forma”, despistou. O treinador reconheceu, contudo, que a entrada de Fernandinho na equipe foi “providencial”. “Ele foi bem. Além de participar das situações defensivas, criou algumas oportunidades ofensivas, com bom passe. Quando a gente coloca alguém no time é porque já está observando de perto e já acha que ele vai ser a melhor opção. Mas existe aquela frase: a natureza não dá saltos, é devagar.” A dúvida só começa a ser respondida na quarta, na reapresentação para os treinos – a seleção estará de folga na terça.

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