Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Fernandes torce por vinda do amigo Lindell e vê aprendizado em 2011

Depois de conquistar a chave juvenil do Aberto da Austrália e liderar o ranking mundial da categoria em 2010, Tiago Fernandes aposta em torneios profissionais nesta temporada. Enquanto ganha experiência no Circuito, o pupilo de Larri Passos torce para o amigo Christian Lindell jogar pelo Brasil.

‘Eu espero que ele volte. Acho que é um jogador com potencial e tem tudo para estar lá em cima dentro de alguns anos. Se for representando o Brasil, melhor ainda. Mas isso não depende dele. É uma questão financeira mesmo. Todo mundo sabe que o tênis é um esporte bem caro. Então, ele vai ficar no país que oferecer mais ajuda’, disse.

Filho de pai sueco e mãe brasileira, Lindell tem dupla nacionalidade e atualmente defende a nação escandinava, mas está na iminência de jogar pelo país em que nasceu após receber um convite para participar do projeto de formação de jogadores idealizado por Gustavo Kuerten e voltado aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016.

‘No começo do ano, decidimos tentar estabilizar no nível challenger e a temporada tem sido bastante proveitosa, é só uma questão de adaptação. Todos os torneios são duros e, até você se estabilizar, acaba perdendo mais do que ganhando. É uma fase de transição mesmo e o jogador que sabe aprender com os próprios erros sobe mais rápido’, declarou.

FACULDADE E AUTO-ESCOLA

Tiago Fernandes passou a treinar na academia de Larri Passos com apenas 14 anos. Aos 18, o tenista alagoano quer tirar sua carteira de habilitação e se prepara para começar uma faculdade à distância.

‘Estou fazendo auto-escola lá em Camboriú para tirar a minha carteira de motorista. Já acabei as aulas teóricas e vou começar as práticas’, disse o garoto, bem-humorado. ‘Eu dirijo pra caramba, estou indo bem’, completou.

Em 2012, ele planeja começar a cursar administração, desde que os estudos não interferiram na carreira de tenista. ‘Eu vou testar. Se não conseguir me concentrar 100% no esporte, é melhor não continuar’, explicou.

Para ganhar ainda mais experiência, Fernandes jogou os qualis dos ATP 250 de Estoril, Nice e Queen’s Club. No Aberto da Austrália, ganhou um convite para disputar a seletiva para a chave principal e perdeu do cazaque Evgeny Korolev, cinco anos mais velho e ex-top 50.

‘O cara me matou [ganhou por 6/2 e 6/0], mas deu para aprender muito e ver que falta bastante coisa para evoluir, como fiz depois. Se eu tivesse a chance de disputar esse quali agora, por exemplo, poderia ter aproveitado bem mais. Mas foi legal passar a semana toda com os caras bons em volta. Cheguei até a treinar com alguns, como o Tommy Robredo [o espanholjá foi top 5]’, contou.

Ainda que não tenha defendido seu título juvenil no Aberto da Austrália, Fernandes gostou da experiência de retornar ao torneio após um ano. ‘Depois que você volta para um lugar em que venceu, todo o ambiente e a atmosfera são positivos’, encerrou o jovem.