Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Felipão: ‘Se perdi sozinho em 2014, ganhei sozinho em 2002’

Dois anos após vexame no Mineirão, treinador gaúcho segue acreditando em "apagão" e diz que trabalho vinha sendo bem feito até a semifinal

Por da redação
Atualizado em 4 jun 2024, 18h21 - Publicado em 17 dez 2016, 22h02

Desde o dia 8 de julho de 2014, data da trágica goleada por 7 a 1 sofrida pela seleção brasileira diante da Alemanha, no Mineirão, o técnico Luiz Felipe Scolari evitava falar sobre a derrota mais dolorosa de sua carreira. Após dois anos na China, onde conquistou diversos títulos pelo Guangzhou Evergrande, o treinador gaúcho de 68 anos aceitou recordar o trauma. Mas se recusou a aceitar o papel de principal culpado.

O treinador citou o pentacampeonato, conquistado em 2002 na Coreia do Sul e no Japão, para dividir as responsabilidades. “O mínimo que eu posso dizer aos que querem me culpar é que, se sou o culpado pela derrota de 2014, então sou o único responsável pela vitória de 2002. Eu pergunto: quem é o último campeão do mundo com o Brasil? Sou eu. Então, se perdi sozinho a Copa de 2014, ganhei sozinho a Copa de 2002”, afirmou ao recém-criado site Chuteira FC.

Para Felipão, o resultado daquela semifinal não refletia as realidades de Brasil e Alemanha. O gaúcho entende que as seleções viviam estágios parecidos e repetiu a tese do “apagão” – desta vez chamada de “uma falha coletiva geral”. Felipão evitou usar a lesão de Neymar, o choro no hino, as opções na convocação ou até mesmo os problemas dentro da CBF como fatores implicantes para que a goleada acontecesse.

“Até aquele jogo da semifinal não havia uma grande diferença entre Brasil e Alemanha. De nada adianta falar que a Granja (Comary) aberta prejudicou, que a confederação (CBF) atrapalhou, que isso ou aquilo do nosso comprometimento com o país, a pressão da Copa ser aqui, que nossa atitude poderia ter sido diferente. Se jogássemos fechados. O resultado do nosso trabalho não vinha sendo ruim. Estava bem feito. Naquele jogo deu errado. Os alemães foram felizes e nós, não. Às vezes procuram muitas explicações no futebol onde não se tem”, simplificou, se esquecendo que o Brasil não jogou bem em nenhuma das outras cinco partidas.

Continua após a publicidade

De férias no Brasil, mas com contrato renovado com o Guangzhou Evergrande, Felipão se mostrou bem satisfeito com o futebol chinês e saiu em defesa dos técnicos brasileiros, que passaram a ser questionados justamente após o Mundial de 2014, principalmente na comparação com os europeus.

“Eu te pergunto: quem é o campeão brasileiro de 2016? O Cuca com o Palmeiras. Onde ele estava antes? Na China. Quem é o campeão da Copa do Brasil? Renato Gaúcho com o Grêmio. Onde ele estava antes? Na praia. Nenhum deles foi à Europa estudar. Cuca e Renato, cada um a seu jeito, se aperfeiçoaram. Muita gente imagina que é fácil ser técnico no Brasil. Não é nada fácil. Tu olha os estrangeiros que chegam aqui. Não duram muito tempo”, opinou.

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.