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Felipão não teme exigência da torcida de SP: ‘Nossa casa’

Treinador se diz ansioso para amistoso contra a Sérvia, sexta, no Morumbi

Por Da Redação - 5 jun 2014, 14h19

O técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, concedeu entrevista coletiva na Granja Comary na manhã desta quinta-feira e falou sobre suas expectativas para o amistoso de sexta-feira contra a Sérvia, no Morumbi. Felipão se disse empolgado em retornar a São Paulo, às vésperas da abertura da Copa do Mundo, que também acontecerá na capital paulista – em 12 de junho, contra a Croácia, no Itaquerão. Questionado sobre a tradicional exigência do público paulista em relação à seleção, Felipão demonstrou tranquilidade. “É preciso jogar de forma consistente e fazer com que o jogador acredite. É ter atitude de torcida brasileira. Vamos fazer de São Paulo nossa casa a partir de agora.”

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No último jogo da seleção brasileira em São Paulo, o Brasil venceu a África do Sul por 1 a 0, em setembro de 2012, sob muitas vaias à equipe e ao então treinador, Mano Menezes. Para Felipão, no entanto, a equipe anfitriã do Mundial vive um momento completamente diferente daquele e será bem recebida na cidade. “Acho que já temos um ambiente excelente. Quando se escolhe [a cidade] para jogar seis dias antes a Copa, é porque temos confiança que esse torcedor vai nos ajudar a superar as dificuldades.”

Felipão revelou que pretende utilizar força máxima na última partida preparatória antes da abertura. Ele, no entanto, não garantiu a escalação do meio-campista Oscar, liberado pela delegação para acompanhar o nascimento de sua primeira filha. “Depende do que eu conversar com o Oscar. De como ele vai estar, do que viveu, a intensidade e tudo mais. Acredito que ele chegará feliz da vida e dirá que está pronto”, afirmou. Na sequência, Scolari revelou quem seria o substituto imediato de Oscar em caso de ausência, não apenas no amistoso, mas também no Mundial. “Se o Willian tiver que começar o jogo amanhã ou contra a Croácia, não muda muito. Ele é muito rápido, reage com uma rapidez incrível, tem mudança de direção, drible, bate bem na bola. Se precisar entrar, pode até acrescentar qualidades que sejam melhores para a equipe.”

Scolari, que foi zagueiro profissional na década de 1970, elogiou também a dupla formada por David Luiz e Thiago Silva e admitiu sua preferência por um esquema de jogo mais defensivo. “Tenho essa filosofia. Pelas minhas características como técnico e pelo que trabalhei como jogador, sigo com essa filosofia de montar um esquema com uma boa defesa, que te dá a oportunidade de ganhar jogos e campeonatos”, explicou. O Brasil embarca ainda nesta quinta-feira para São Paulo, mas não fará reconhecimento do gramado do Morumbi. Na sexta-feira, a equipe enfrenta a Sérvia, às 16 horas (de Brasília).

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