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Felipão avisa que vai barrar ‘oba-oba’ em torno da seleção

Técnico prometeu concentração total dentro da Granja Comary antes da Copa

Por Da Redação 26 nov 2013, 09h04

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A pouco mais de seis meses da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2014, Luiz Felipe Scolari admite estar ansioso, mas também muito confiante – afinal, tem uma equipe formada e um sistema tático já definido. O bom momento da seleção brasileira, no entanto, não significa que o time será exposto ao clima de otimismo do torcedor antes da competição. Em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo, Felipão avisou que evitará os erros de outras seleções no passado e garantirá o clima de concentração e trabalho antes do torneio, sem deixar que a empolgação do público tire os atletas do foco. O treinador promete manter à distância todas as pessoas que não estejam diretamente envolvidas nos treinos.

“Não vai virar ‘oba-oba’, pois no momento em que nós entrarmos para a concentração lá na Granja Comary, nós estaremos no nosso ambiente. Só vão entrar as pessoas que nós definirmos que podem. Não vai adiantar pressão de A, B, C, de patrocinador, de nada. Eu peço desculpas se alguns não compreenderem, mas é assim que vai ser”, disse Felipão, ao ser questionado sobre as preocupações com o assédio à seleção nas semanas que antecedem o torneio. O Brasil já teve problemas com uma concentração aberta demais em outras Copas – o exemplo mais recente foi o time de 2006, que treinou sob os olhares da torcida – e com clima de farra antes mesmo do torneio começar. A equipe caiu nas quartas-de-final.

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Apesar dos planos para manter a euforia distante da concentração da seleção, o técnico voltou a dizer que não há motivo para fugir do favoritismo nesta reta final de preparação para o Mundial. “Os jogadores sabem que, jogando aqui no Brasil, todo mundo quer que o nosso país seja o campeão. Ninguém vai dizer que se for o segundo coloca está bom. Então de que adianta a gente ficar passando uma ideia diferente? Nós temos um time bom, pronto, uma grande seleção, jogamos em casa, temos o torcedor, temos o país junto conosco, por que não vamos assumir? E também é uma forma de passar aos jogadores que eu estou confiante neles. Confio plenamente neles.”

Felipão também reconheceu que está menos tenso e apreensivo do que quando assumiu a seleção, no fim do ano passado, depois da repentina demissão de Mano Menezes, quando a seleção vivia um momento de instabilidade dentro de campo e sofria com a desconfiança do torcedor fora dele. “Neste momento não tenho tanta ansiedade quanto nos primeiros quatro, cinco amistosos. Já tenho um grupo mais ou menos formado, um sistema formado, os jogadores se deram muito bem, estão totalmente adaptados dentro do grupo. Então a confiança aumentou de tal forma que não estou tão ansioso nem tão nervoso como quando cheguei à seleção”, contou o técnico.

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(Com Estadão Conteúdo)

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