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Felipão atribui a virada à voz da torcida: ‘Foi inacreditável’

Técnico comemora reação da equipe depois de sair em desvantagem no placar e diz que abertura da Copa 'acabou com a história de que SP não apoia seleção'

Por Giancarlo Lepiani - 12 jun 2014, 22h37

“Nós não assimilamos direito o golpe do gol, mas os torcedores fizeram com que a gente se recuperasse. Foram eles os responsáveis pela virada. Eles foram maravilhosos”

O técnico Luiz Felipe Scolari continua com sua empreitada patriótica para atrair um apoio maciço à sua equipe na Copa do Mundo. Sabendo da importância de ter a torcida como aliada, ele dedicou os elogios mais generosos em sua entrevista coletiva, depois da vitória sobre a Croácia, nesta quinta-feira, no Itaquerão, ao público de São Paulo. �”Quem mais está de parabéns é a torcida”, disse o treinador logo de cara. “Foi maravilhoso, fantástico, inacreditável, diferente de tudo o que se podia imaginar. Se havia a história de que São Paulo não torcia de forma tão efusiva pela seleção, agora isso não existe mais.” Felipão avaliou também que a reação positiva do torcedor no momento em que o Brasil sofreu o primeiro gol, logo no começo do jogo, foi essencial para não desestabilizar o time. Logo em seguida ao gol contra de Marcelo, o público voltou a gritar “Brasil”, e não vaiou em nenhum momento.

“Nós não assimilamos direito o golpe do gol, mas os torcedores fizeram com que a gente se recuperasse. Foram eles os responsáveis pela virada. Eles foram maravilhosos. Nunca mais vão falar que São Paulo não ajuda a seleção�”, repetiu. Scolari� disse que já esperava uma partida duríssima, até pelas suas experiências anteriores na competição. “Joguei duas Copas do Mundo, uma pelo Brasil e outra por Portugal. Nas duas estreias, nós ganhamos no sufoco. Copa do Mundo é assim mesmo, é diferente. É claro que levar um gol jogando em casa e logo no início é difícil, mas à medida que o tempo foi transcorrendo, a gente via que o time faria o gol. Sentia que naquele momento a gente precisava ao menos empatar logo o jogo, para voltar em igualdade para o segundo tempo.” �Assim como na estreia em 2002, aliás, o Brasil virou um jogo difícil contra uma boa seleção europeia, se beneficiando de um pênalti que motivou muitas reclamações do rival (na campanha do penta, a vitória foi por 2 a 1, no duelo com a Turquia).

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“Gosto dessa coincidência, mas faltam seis jogos ainda. Subimos só um degrau, mas temos outros sete pela frente. E nós ainda precisamos melhorar bastante, inclusive para saber como assimilar outros golpes como o de hoje”, explicou o técnico, que não quis revelar o que o desagradou na seleção nesta quinta (“Primeiro vou falar para os jogadores, e só depois para vocês”). Felipão também tratou de valorizar o adversário, dizendo que os croatas têm tudo para seguir adiante na competição: “Se eu fosse apostar em quem se classificaria no nosso grupo, apostaria na Croácia�”. E, além de Neymar, que apareceu ao lado do treinador na entrevista para receber o prêmio de melhor atleta da partida, Oscar também mereceu elogios especiais do chefe.

“O Oscar foi quem mais roubou bolas e quem mais criou pelo lado direito. Ele não iria desaprender de um dia para o outro. Bastava que a gente continuasse acreditando nele”, disse, ao lembrar das críticas que o atleta recebeu nos amistosos da semana passada. “Não havia dúvida nenhuma sobre ele para mim.” Questionado sobre se o camisa 11 jogou tão bem porque desejava dar uma resposta aos críticos, Felipão voltou a exibir o estilo protetor que o faz ser tão admirado pelos seus jogadores. “Ele é um menino puro, bonzinho, daqueles que qualquer um gostaria de ter como filho. Ele não tem raiva nem mágoa nenhuma, é tranquilo demais.”� �Hulk, que teve um pequeno problema físico antes da estreia, também foi muito elogiado, apesar de não ter agradado tanto ao torcedor: “Foi um leão e aguentou o quanto conseguiu”.

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