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Felipão: ‘Agora já não podemos mais cometer tantos erros’

O técnico garante que não se assustou com alguns lances de sufoco na defesa nesta segunda, contra Camarões. Nas oitavas, porém, a história deve ser outra

Por Giancarlo Lepiani, de Brasília - 23 jun 2014, 20h41

“Não tenho um pinguinho sequer de receio sobre Thiago Silva e David Luiz. São zagueiros espetaculares, maravilhosos. Até eu, que fui um grande zagueiro, fui batido algumas vezes pelos atacantes”, disse Scolari, ex-atleta reconhecidamente perna-de-pau

O técnico Luiz Felipe Scolari segue tentando fazer uma leitura otimista das partidas da seleção brasileira nesta Copa do Mundo. Assim como nos outros jogos, ele fez uma avaliação positiva de sua equipe na goleada sobre Camarões, 4 a 1, nesta segunda-feira, em Brasília. Junto dos elogios ao time, no entanto, veio um alerta. Felipão reconhece que a seleção tem abusado da sorte em alguns momentos, deixando sua defesa exposta e abrindo-se a lances de extremo perigo. Ele promete lembrar os jogadores de que não poderá mais ser assim daqui em diante. “Eu já falava desde o antes da estreia: a fase de grupos é quando a gente ainda pode sofrer um tropeço. Na etapa seguinte, não podemos mais. Não dá para continuar concedendo oportunidades tão vivas ao adversário”, avisou, depois de ver sua equipe passar por maus momentos diante de uma seleção já eliminada do torneio (Camarões ameaçou bastante com as jogadas de bola parada, encaixou contragolpes assustadores e acertou até bola na trave). Segundo Felipão, são sinais de que o time ainda precisa saber administrar melhor os jogos. “Precisamos adotar uma postura bem equilibrada, bem pensada, porque às vezes, das oitavas em diante, o jogo se decide em um só gol. Já não podemos mais cometer tantos erros. E é isso que vai mudar no Brasil a partir da próxima partida”, reforçou.

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Mesmo reconhecendo que o time ainda parece vulnerável em alguns momentos, Felipão não gostou quando foi questionado sobre o desempenho do setor defensivo durante a entrevista coletiva que concedeu logo depois da vitória, no Estádio Nacional Mané Garrincha. “Não tenho um pinguinho sequer de receio sobre Thiago Silva e David Luiz. São zagueiros espetaculares, maravilhosos. É claro que não conseguem cortar absolutamente todos os lances, como qualquer defensor. Até eu, que fui um grande zagueiro, fui batido algumas vezes pelos atacantes”, ironizou o ex-jogador Scolari, reconhecidamente perna-de-pau. Felipão avalia que o erro mais comum do sistema defensivo é sair com voracidade demais para marcar por pressão no campo do adversário. “Aí acabamos perdendo alguma jogada lá atrás”, observou. “Mas no geral, melhoramos um pouco mais nesta partida”, repetiu, prevendo que falta pouco para o Brasil jogar tudo o que pode. “A cada jogo, evoluímos um pouco, fomos corrigindo algumas coisas, e ainda não tivemos nenhum jogador lesionado e nenhuma dificuldade maior nos trabalhos na concentração. Aqui, apesar das dificuldades, fizemos quatro gols, mas poderiam ter sido seis ou sete. Chegamos à classificação, o que não é fácil, e agora estamos quase no nível ideal. E agora, como começam as eliminações, é bom mesmo a gente estar nesse nível.”

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