Federação europeia retira apoio a Gianni Infantino, da Fifa
Para manter o cargo que ocupa desde 2016, mandatário precisa do respaldo da maioria das 211 associações que compõem a entidade
A sete meses da eleição presidencial da Fifa, a federação escocesa de futebol retirou, nesta segunda-feira, 17, seu apoio a Gianni Infantino, o atual chefe da entidade máxima do futebol mundial, que vem enfrentando críticas devido ao seu plano fracassado de abrir a organização a investidores privados.
Diversas associações nacionais já retiraram o apoio ao dirigente de 54 anos, que é, atualmente, o único candidato à reeleição em março de 2027. Para manter o cargo que ocupa desde 2016, Infantino precisa do respaldo da maioria das 211 associações que compõem a entidade que rege o futebol mundial.
“A Associação Escocesa de Futebol não votará em Gianni Infantino. Isso está em consonância com a posição adotada pela Uefa, a qual temos mantido”, declarou Ian Maxwell, diretor-executivo da SFA (Scottish Football Association). Inglaterra, Irlanda e País de Gales estão entre as associações que já anunciaram que não votarão no atual dirigente.
O futebol “não pertence a um único indivíduo”, declararam na semana passada, em uma carta aberta conjunta, as confederações da Europa (Uefa), da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e da Ásia (AFC). Segundo essas três entidades, “quando a confiança é quebrada pelo engano, quando um indivíduo se coloca acima do coletivo que lhe confiou a autoridade, esse dever é abandonado”.
“Houve, evidentemente, falhas de liderança, falta de transparência e falta de diálogo com as associações-membros, questões que precisam ser corrigidas”, acrescentou Maxwell nesta segunda-feira. “A transparência e a governança precisam mudar. A forma que isso assumirá ou como será concretizado ainda é um assunto a ser debatido. ”
(Com a AFP)







